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Hora de acertar o relógio e não marcar passo: a análise à seleção suíça

Portugal defronta helvéticos às 19 horas em jogo dos oitavos de final do Mundial'2022

• Foto: Lusa/EPA
A Seleção Nacional defronta esta terça-feira (19 horas) a Suíça nos oitavos de final do Mundial'2022. Nesta fase da competição do tão famoso "mata-mata", Portugal terá pela frente os helvéticos, velhos conhecidos da última fase de grupos da Liga das Nações.

Gráfico 1
Apesar da seleção orientada por Murat Yakin apresentar alguns elementos que não são tão conhecidos no mundo do futebol, a sua maioria atua nos principais campeonatos da Europa. É uma equipa que demonstra uma boa organização em campo, com ideias claras de como pretende colmatar as suas lacunas e, por conseguinte, atingir os seus objetivos.

Gráfico 2
Atuando sobretudo num sistema de 4x2x3x1, sustentado num futebol apoiado, no primeiro momento de organização ofensiva, a Suíça procura sair a jogar a partir de trás utilizando um estilo de passe mais curto. Podemos ver que, quando a solução procurada foi um estilo de jogo mais direto, o sucesso foi nulo. Neste campo, seria interessante para a seleção das quinas obrigar o adversário a bater mais longo, pois nenhum dos três jogadores mais utilizados no ataque apresenta caraterísticas para ganhar duelos no jogo aéreo.

Gráfico 3
Após essa fase, e através da qualidade de passe de Akanji (único central convocado que atuou nos três jogos da fase de grupos) e Xhaka (conhecido médio do Arsenal), os helvéticos buscam maioritariamente os corredores laterais para chegar a terrenos mais avançados, com forte participação dos laterais (Widmer e Rodriguez) e dos extremos (Vargas e Shaqiri). Será importante um forte condicionamento a Granit Xhaka, de forma a obrigar a seleção helvética a jogar mais vezes pelo seu lado direito pode ser uma vantagem para Portugal, visto ser a zona onde cometem mais erros, pois foi por esse corredor que sofreram os 3 golos que têm consentidos até ao momento no Campeonato do Mundo.

Gráfico 4
A chegada ao último terço do terreno é efetuada sobretudo pelos jogadores que atuam nos corredores laterais, com estes (juntamente com Xhaka) a apresentarem um maior número de passes para essa zona do terreno. As zonas de finalização são na sua maioria dentro da área, caraterizada por cruzamentos rasteiros, através dos quais já marcaram três golos neste Mundial.

Gráfico 5
Uma última nota de destaque para dois jogadores que se evidenciaram durante a fase de grupos: Granit Xhaka e Ruben Vargas. O primeiro, além da qualidade de passe já referida anteriormente, apresenta uma área de ação bastante alargada, tendo a sua participação em várias zonas do terreno e vários momentos de jogo da equipa. Deverá ter uma marcação mais apertada, para que possamos condicionar parte do jogo helvético. O segundo, talvez menos conhecido para os leitores, tem sido o jogador que tem dado maior profundidade de jogo à sua equipa e que mais ameaça a baliza contrária, seja através dos seus passes ou remates. Diogo Dalot ou João Cancelo (sendo que, no caso do jogador do Manchester City, poderia atuar do lado esquerdo para melhor contrariar as investidas de Shaqiri pelo corredor central) deverão ter atenção redobrada ao espaço nas costas e controlo da profundidade que pode ser aproveitada pelo Ruben Vargas.

Gráfico 6
Não nos deixemos enganar pelo facto de Breel Embolo apresentar um xT negativo, este é claramente um jogador a vigiar e a manter marcação apertada pelos pelos portugueses.

É importante realçar que a métrica xT (neste caso apenas através do passe) engloba todas as situações de ataque sem estarem obrigatoriamente dependentes de uma finalização, pelo que nos permite entender de forma mais precisa se um determinado jogador foi ou não uma ameaça para o seu oponente através do passe.

Gráfico 7
Por outro lado, a métrica xG (Expected Goals), avalia o número de golos esperados, considerando apenas as jogadas que culminam em remate e aí claramente Bree Embolo é o destaque dos helvéticos.

Este número negativo de xT é refletido pelo número de vezes em que o avançado Helvético surge em ações de combinações curtas entre linhas (mas sem progressão), baixando da posição criando espaços nas suas costas que podem ser explorados essencialmente por Vargas, que como já referido é o principal elemento na busca da profundidade. Esta dinâmica de complementaridade de movimentos é algo que deverá ser muito bem controlado pelos portugueses se quisermos chegar aos quartos de final.


Este trabalho foi realizado por um grupo de alunos do Master em Big Data aplicado ao futebol, do Sports Data Campus, no âmbito de uma parceira com o Record.

Autores: João Roseiro, Júnior Fernandes, Luísa Novais, Matthias Galbiati e Ricardo Marques
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