Organização do Mundial'2022 pede tempo para resolver problemas laborais

Falhas denunciadas pela Amnistia Internacional

• Foto: Reuters

O comité organizador do Mundial de 2022, no Qatar, pediu tempo para solucionar os problemas laborais expostos pela Amnistia Internacional (AI) num relatório publicado esta quinta-feira.

O secretário-geral do comité organizador, Hassan al-Thawadi, afirmou que a melhoria das condições laborais na construção dos estádios, pedidas pela AI e outras organizações não-governamentais, "não se resolve num dia".

"A nossa prioridade inicialmente foi a segurança e a proteção das construções. Uma vez resolvida uma questão, procurar-se-ão soluções para o resto", indicou Hassan al-Thawadi, em resposta ao relatório da AI intitulado "O lado obscuro do desporto rei: Exploração laboral numa sede do Mundial do Qatar 2022".

O responsável pela entidade organizadora acrescentou que depois da segurança e proteção, a prioridade passa pelos dormitórios, uma das críticas da AI, que denuncia a exploração laboral nos trabalhos de construção dos estádios que vão acolher o Campeonato do Mundo dentro de seis anos.

A AI indica no relatório que, numa visita realizada em fevereiro, observou que "alguns dos trabalhadores tinham sido transferidos para um alojamento melhor" e que "a empresa lhes tinha devolvido os passaportes em resposta às conclusões da Amnistia patentes de um relatório anterior, mas que "não se tinha procurado uma solução para outros abusos".

Sobre o confisco dos passaportes por parte dos empregadores, a organização do Mundial do Qatar clarifica que se trata de uma prática que foi entretanto alterada por outra que salvaguarda a integridade dos operários.

"O compromisso é claro e orgulha-me que o relatório da Amnistia Internacional reflita que estamos comprometidos com o Sistema de Bem-estar Laboral e em realizar o nosso trabalho [para resolver esta questões] e a dar passos para criar o ambiente de mudanças", disse Hassan al-Thawadi.

Outro dos problemas expostos pela AI prende-se com o sistema de patrocínio do país, o que vai mudar a partir de 14 de dezembro, altura em que o trabalhador já não precisará de autorização da sua empresa para mudar de emprego uma vez finalizado o contrato.

Sobre as condições dos trabalhadores, o comité organizador afirmou que foi introduzida a figura de uma empresa externa que vai levar a cabo uma inspeção em todos os projetos de construção.

"Haverá sempre desafios, mas teremos resposta e resolveremos os problemas. Não temos uma varinha mágica, não vamos fazer promessas ocas", acrescentou o mesmo responsável.

Cerca de 5.100 operários trabalham atualmente na construção dos seis estádios, esperando o Qatar que número suba para 36.000 em 2018.

Por Lusa
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