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Fernando Santos e as palavras de Ronaldo: «Se já vi as imagens? Já. Não gostei mesmo nada»

Selecionador nacional e Rúben Dias na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com a Suíça

• Foto: Paulo Calado
Fernando Santos fez esta segunda-feira a antevisão ao jogo dos oitavos de final do Mundial'2022, que vai colocar Portugal frente a frente à Suíça amanhã (19 horas).

Ronaldo e Al Nassr: "Não sei, não falei com ele com isso. Falei com os jogadores mas não tem nada a ver com essa questão. Nem sabia, soube há bocadinho. É uma decisão dele, uma questão dele, que está completamente focado no Mundial, em ajudar a equipa."

Suíça: "Tremendamente difícil, duas equipas muito fortes, jogo duro, mas no qual Portugal acredita que vai ganhar."

Coreia do Sul, substituição de Ronaldo: "Quando acabou o jogo, fui ao flash e depois segui para a conferência. Repito: no campo, não ouvi nada, ele estava muito longe e só ouvi a discutir com o jogador da Coreia. Se já vi as imagens? Já. Se gostei? Nada. Não gostei mesmo nada. Mas a partir daí, esses assuntos resolvem-se em casa e a partir daí é pensar no jogo de amanhã, para o qual todos estão focados."

Mantém a confiança nele? Titular? "Só dou a equipa aos jogadores no estádio, sempre foi assim desde que cheguei. De resto, o assunto está terminado, resolve-se dentro de casa e toda a gente está disponível."

Obrigação de ganhar? "O adjunto da Suíça disse que a Suíça era favorita, com toda a autoridade, claro. Nós também entendemos com toda a propriedade que temos essas condições. Acreditamos que é possível e queremos continuar assim. Quando se passa aos oitavos estamos cada vez mais perto de sermos favoritos. Obrigação temos sempre, mal seria, porque jogamos por Portugal. É muito bom sentir essa adrenalina. Queremos ganhar e queremos muito."

Gosta mais do 'mata-mata': "O gozo é sempre o mesmo, mesmo na fase de grupos. Se não os tivéssemos preparado bem, não estávamos aqui. Com a Coreia, cheguei à conclusão que na primeira parte jogámos mesmo bem. Não foi excelente, mas fomos penalizados por um golo num canto. Na segunda parte já não conseguimos ser tão assertivos, mas continuámos bem e fomos penalizados por outro detalhe. Os detalhes marcam a grande diferença, muito mais num jogo como o da Suíça."

Sondagens questionam titularidade de Ronaldo: "Não é tirar crédito, mas simplesmente não leio. Não vejo as notícias, preocupo-me nos treinos, na equipa que deve jogar. Em consciência coloco sempre em campo a equipa que deve jogar. Estou bem com a vida. O único pensamento que tenho desde que cheguei, em 2014, é servir Portugal o melhor possível."

Suíça: "Não jogam juntos há dois jogos, jogam juntos há muito tempo. É sempre duro de parte a parte, são muito organizados, conhecedores do jogo e basta olhar para o jogo com a Sérvia. A perder por 2-1 nunca perdeu o Norte, encarou o jogo com serenidade. Espero uma Suíça que sabe muito bem o que quer. Não os considero defensivos. É uma equipa que sistematicamente sai em posse, nunca tem a tentação de bater longo, não é uma equipa de vertigem como dava jeito à Coreia. É uma equipa que procura sair a jogar para usar todas as suas armas. São muito bem organizados, que sabem o que querem no jogo, mas nós temos feito coisas muito boas e um ou outro detalhe que não temos feito tão bem. É nesses detalhes que temos pensado, conversamos muito sobre isso. É preciso erradicá-los."

Quem é favorito no Mundial? "Portugal."

Qual a seleção que mais tem gostado até agora? "Portugal."

Falta uma presença mais assídua em fases adiantadas? "Depois de 1966, houve um período... nem sei explicar. Ainda hoje sinto esse jogo com a mesma emoção. Houve um hiato muito longo, apesar da nossa qualidade. Sempre tivemos grandes equipas, mas com um hiato enorme. 20 anos de diferença e isso marca uma geração de grandes jogadores que podiam ter conquistado coisas importantes. Depois, nos anos 90, estivemos mais vezes, e há 20 anos que estamos sempre nas fases finais. Mas isso é a história do futebol. Com exceção da Espanha, que foi a equipa que fez mais, os outros chegaram tanto como nós. Pensando semana a semana, vamos diminuindo as equipas. Hoje temos uma maior probabilidade de chegar à final e ganhar."

Rafael Leão: "É um jogador de eleição, tem um potencial enorme e quando ele entrou dizia isso mesmo. Vai ter uma carreira fortíssima, mas sente as dificuldades normais de quem joga num clube onde tem uma determinada liberdade, onde não equilibra tanto o jogo. Ele tem feito um esforço fantástico, mas há jogadores que sobressaem numa equipa e noutras não. Não retira nada da qualidade que tem e da confiança que tenho nele."
Por Bruno Fernandes
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