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Fernando Santos e a única palavra que está escrita no balneário da Seleção: «É esse o ponto de partida»

Selecionador nacional e Bruno Fernandes na conferência de imprensa

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Fernando Santos e os "seis, sete" jogadores sem clube no Mundial'18: «Vi um a falar com o chefe de segurança»
Bruno Fernandes e Fernando Santos fazem esta quarta-feira a antevisão do Portugal-Gana, jogo de estreia da Seleção Nacional no Mundial'22 agendado para amanhã, às 16 horas, no Estádio 974.

Fernando Santos

Incomodado com o tema Ronaldo? "Não acho que possa tirar o foco, não foi tema falado nos espaços conjuntos e ainda há bocado estavam 20 a ver o jogo, nunca ouvi conversas sobre o assunto, mas se depois lá, nas horas sozinhos, se ligam para aqui e para ali… Têm tempo para fazerem o que querem. Espírito fantástico dos meus jogadores, convictos do que têm para fazer, sabendo da dificuldade que têm pela frente com o Gana. Jogos com grandes surpresas ou muito equilibrados, como o Marrocos-Croácia. Não temos assistido aos favoritos, porque hoje em dias as equipas são muito fortes, onde todos os jogadores jogam em grandes campeonatos, adversários do Bruno, habituados às questões táticas. Hoje não há tanto essa diferença, porque os treinadores também são todos do mesmo nível. Convictos porque confiamos todos uns nos outros. É como o código postal, dizia-lhes, meio caminho está percorrido."

Um Mundial bom para Portugal: "Pus um target, sei da dificuldade, mas propomo-nos a dar uma grande alegria aos portugueses. É isso que vamos fazer com a máxima paixão, entrega e alegria. Sentimos isto de forma tremenda, este apoio fantástico dos portugueses. Podem estar divididos, por acharem que devia ter ido um ou outro, mas quando isto começar, as praças vão estar cheias. A parte de baixo não vale a pena pensarmos, sequer."

Favoritos: "Um jogo não vai mudar a perceção. Há 8, 10 equipas que vieram aqui com a vontade de ganhar. Não acredito que a Argentina tenha deixado de ser favorita, enquanto a Inglaterra e França continuam a ser. Não acredito em nada disso."

Direitos humanos: "Sou um grande defensor, há muitos anos, da liberdade, democracia e direitos humanos. Em 1975. Principalmente os direitos humanos e ainda há uma semana fiz um vídeo. Mas há outras questões que não têm a ver comigo, burocráticas, da FIFA."

Reorganização do jogo: "Grande capacidade de reorganização do jogo, principalmente na reação à perda. Depois disso entrámos num período em que desligámos e no qual não o podíamos ter feito. Falhar vamos sempre falhar, vamos sempre cometer alguns erros, mas há coisas desnecessárias. Para percorrer o tal outro meio caminho do código postal é não cometer falhas do mesmo nível."

Importância do primeiro jogo: "O primeiro jogo é sempre mais importante, porque é o primeiro e o próximo. Mas no Euro já empatei três e ganhei... Assinava por baixo, mas seria um risco muito grande. Esta equipa do Gana é muito bem organizada e vimos isso contra a Suíça, recentemente. Se não estivermos alerta, eles têm muita qualidade, com momentos muito importantes no jogo. Temos de pensar em nós e em potenciar as nossas capacidades e caraterísticas."

Avaliação ao Gana: "Em 2014, o Gana, no Brasil, sei a qualidade que o Gana tinha. As equipas africanas têm muito talento e vão sempre crescendo a nível tático. Hoje em dia são equipas muito mais completas. A Arábia há 3 dias era condenada e hoje é candidato a passar a fase de grupos. Vai se difícil, mas estamos confiantes."

Ambição: "Tenho ambição, desejo e sonho de vencer o Mundial. E acredito pelo menos que temos a capacidade para lutar por isso. Não achamos que podemos ganhar sozinhos, estando cientes disso."

"O planeamento é diferente. Antes tínhamos mais tempo para preparar e a grande diferença nota-se na intensidade, que é muito forte. Os jogadores vêm no auge ou quase no auge da sua forma. Os campeonatos da Europa e do Mundo, acabam, ainda assim, dessa forma, porque os jogadores vão ganhando forma e ritmo. Vamos ver se não se inverte o ciclo... A preparação e o repouso é fundamental. Os três primeiros dias tivemos alguma dificuldade, pelo sono, porque são três horas de diferença. Às 21h aqui era meia-noite, mas queremos falar um bocadinho com a família."

Jogo com o Gana:"Em termos estratégicos vamos ter um Portugal parecido como contra a Nigéria. A equipa vai ser dinâmica e criativa. Houve gerações com muita qualidade que não ganharam, estes têm [qualidade]... Vou para a cama dormir muito tranquilo. Todos estão em condições, vamos ver hoje o Nuno, que ontem não treinou. Desfrutando desse conforto, sem perder o foco, queremos fazer um grande jogo."

Instabilidade? "Em 2018, e o Bruno fazia parte desse grupo, o Mundial veio a seguir a um incidente [invasão em Alcochete], com 6, 7 jogadores que chegaram sem clube ou sem saber se saíam ou não. Costumo dizer que vi um a falar com o chefe de segurança da guarda a falar sobre o mesmo assunto durante muito tempo. O ambiente era muito bom, mas tivemos pessoas a fazerem contratos naquela altura, outros a renovar... Eles têm criado sempre muito bom ambiente. Em 2021, ainda com a covid-19, criou dificuldades, mas agora há muito que não via todos sentados ali. A confiança é a massa que vai dar prazer e alegria e isso é muito notório. Mas isso sem estarmos ali amarrados, com espontaneidade."

"A única palavra que está escrita na sala de palestras e no balneário é 'nós'. É esse o ponto de partida e sem isso nada existe."

"Hoje estavamos a ver a Croácia com Marrocos, os primeiros eram favoritos, mas não temos assistido a isso, porque hoje em dias as equipas são muito fortes, jogam em grandes equipas e com treinadores de grande nível. Será difícil porque estamos convictos, pois confiamos uns nos outros. Disse-lhes hoje de manhã que meio caminho está andado, que é como o código postal. O resto é lá dentro."
Por Bruno Fernandes
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