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Fernando Santos: «Pepe? É um monstro. Se há alguém com um papel tão importante no balneário, é ele»

Selecionador nacional faz a antevisão ao jogo com o Uruguai e confirma que central vai jogar

• Foto: Paulo Calado
Fernando Santos fez este domingo a antevisão ao jogo com o Uruguai, encontro da 2.ª jornada do Grupo H do Mundial (amanhã, 19 horas)

Esclarecimento sobre Otávio e Nuno Mendes: "Vamos ter treino depois disto, vamos ver se vão evoluir no treino. De manhã ainda estavam na fase de tratamento."

Portugal vai na frente do Grupo e pode fechá-lo já: "Falamos sempre do passado, eu compreendo... A Sérvia... Mas o Bernardo podia ser treinador, responde melhor que eu. Fizemos contas desta vez, mas nos outros três apuramentos não. Isso é perfeitamente normal. Temos de olhar para cada jogo e perceber onde podemos melhorar. Se pensarmos no playoff a seguir à Sérvia houve uma transformação clara; mesmo no jogo com a Espanha fomos uma equipa muito forte durante a maior parte do jogo. Isso faz parte do crescimento, de um equipa que não se reúne assim tantas vezes para jogar. Melhorámos em muitos aspetos, mas amanhã veremos com o jogo."

Peso da palavra e da cobrança do Ronaldo em todos os momentos do jogo. Tem a palavra mais forte, ao ponto de mudar o jogo? "Já treinei jogadores com palavras mais fortes. Em todas as equipas há jogadores assim, autênticos patrões. Treinei-os no Benfica, no Sporting, no FC Porto, na Grécia. Há quem levante mais o braço, menos, mas o importante é o grupo saber lidar com essas questões. Temos de saber estar com todos. Há jogadores que ficam mais acanhados, outros que se dão bem com treinadores mais agressivos... O Ronaldo com 19 anos não era assim, o João Pinto, o Paulo Bento e o Pedro Barbosa tinham a palavra mais forte que ele."

Pepe: "É um monstro. Se há alguém com um papel tão importante no balneário, é ele."

Danilo e consequências da lesão: "Pepe vai jogar amanhã, não haverá problemas. Sobre o Danilo, foi um lance que ninguém percebeu, quando estávamos a trabalhar bolas paradas defensivas. Na primeira imagem, não pareceu nada preocupante, apesar de ter tido dificuldades de respiração. Foi ao hospital ver o que se passava, mas não sou médico, temos de esperar. É uma baixa, se pudermos contar ainda com ele, melhor, mas temos três centrais. Noutras alturas tínhamos 23, agora temos 26. Não podemos ficar aqui a chorar. Tristes por ele, acima de tudo por ele. Eu disse isso aos jogadores hoje de manhã. A força dele vai ajudar-nos a dar mais de cada um, para lhe podermos oferecer uma prenda grande, tal como aos portugueses."

Uruguai melhor do que na Rússia? "Cavani e Suárez tinham menos 5 anos, era uma grande equipas, tal como o acho o mesmo desta. Valores emergentes, muitos deles estiveram no Mundial. A matriz de jogo, pese a mudança de selecionador, não mudou assim tanto. Tinha jogadores mais potentes, a evoluir em 4x4x2. É uma equipa muito forte em termos de qualidade técnica, que sabe muito bem o que quer nos momentos do jogo, que joga bem em ataque rápido e coloca muito bem a bola nas costas dos adversários. Temos de ter muita atenção, porque também chama os adversários com posse e pressiona muito forte. Deixa que o adversário se embale e adormeça, para poder apertar forte. Em 2018 ganhou, mas podia ter perdido. Vai ser um grande jogo novamente."

Impossível colocar autores dos golos de início? "Mas há impossíveis no futebol? Há jogos que pode pedir... O Bernardo já deu aqui uma grande aula. O jogo é que manda, se vamos para trás, mais para a frente ou mais para o meio. A partir daí é que desenvolvemos os jogadores que vão jogar. Não podemos colocar questões a nível individual, eu percebo, mas temos de olhar ao todo."

Contra o Gana, o que nos faltou para ser muito bom, foi fazer mais durante esses 30 minutos. Foram muito bons, mas não foram muito, muito bons. Depois, já não pressionámos da mesma maneira, já não defendemos da mesma maneira... Eu jogo assim, neste sistema, porque eles sabem o que os jogadores têm para dar. Os jogadores têm total disponibilidade e demonstra isso nas conversas que temos. São livres para jogar, mas com regras."

Mais organização da equipa: "Volto a dizer: os jogadores têm total liberdade, mas sabendo que têm de se reorganizar, sem nome e sem número. Em posse, criatividade total e liberdade total. A estreia num campeonato do Mundo pesa um bocado... E isso viu-se, principalmente na primeira parte, onde não soltaram a amarra. É por isso que jogo num sistema muito mais híbrido. Não me interessa se o Bernardo está a direita ou atrás, o Bruno ou Félix. Não me preocupo, até quero, mas sempre com segurança. Não pode é haver anarquia, perder a bola fácil... Quando o adversário entra em possa, entrar rapidamente em organização defensiva. Sei que estamos a evoluir bem neste plano, confiança e isso é muito importante. Sei que a resposta vai ser cada vez melhor."
Por Bruno Fernandes
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