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Collina explica lance do Argentina-Egito e garante que árbitros não são influenciados "por quem quer que seja"

Pierluigi Collina
• Foto: FIFA

Pierluigi Collina, líder do comité de arbitragem da FIFA, defendeu os árbitros que estão no Mundial'2026, afirmando que "ninguém pode questionar a integridade" dos mesmos e garantindo que não são influenciados "por quem quer que seja".

"No geral, estamos satisfeitos. No entanto, com um número tão elevado de jogos disputados num espaço de tempo relativamente curto, é normal que algumas coisas não corram como esperado. Quando isso acontece, eles estão prontos para trabalhar ainda mais arduamente para garantir que estão totalmente preparados para o próximo jogo. Como é óbvio, a discussão construtiva sobre as decisões fará sempre parte do futebol, mas alegações infundadas não têm lugar no nosso desporto. Ninguém pode questionar a integridade dos árbitros do Campeonato do Mundo da FIFA. Quando isto acontece, pode provocar reações que levam a ameaças contra eles e contra as suas famílias. Isto não é correto", disse em entrevista à FIFA.

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E acrescentou: "Da mesma forma, ninguém pode afirmar que a arbitragem da FIFA é influenciada por quem quer que seja, nem mesmo pelo Presidente da FIFA [Gianni Infantino]. Demonstrou sempre o seu total apoio à equipa, confiando em nós para trabalharmos com total independência. Os árbitros tomam decisões honestas e, tal como os jogadores e os treinadores, tentam sempre dar o seu melhor".

Pierluigi Collina comentou também um dos lances do Argentina-Egito (3-2), um dos jogos mais polémicos até ao momento do Campeonato do Mundo. Aos 58 minutos, o árbitro anulou um golo ao Egito após ver as imagens no videoárbitro devido a uma falta de Marwan Attia na construção da jogada. 

"Normalmente, durante uma competição, preferimos não nos focar em lances específicos. No entanto, tal como esclarecemos recentemente o que os árbitros procuram quando os avançados tentam impedir o guarda-redes adversário de se mover e de defender a baliza, queríamos também clarificar outro tema que tem gerado debate. Após a marcação de cada golo, o VAR analisa a fase de posse de bola atacante. Se for identificada uma falta na jogada de construção e se considerar que esta teve impacto no golo, o VAR recomendará uma revisão em campo. Não existe um limite definido em relação à distância para a baliza ou ao tempo decorrido entre o incidente e o golo. Um exemplo disto ocorreu no jogo entre a Argentina e o Egito, no qual o camisola 19 do Egito, Marwan Attia, pisa claramente o pé do camisola 6 da Argentina, Lisandro Martínez", explicou. 

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"Acreditamos que uma falta é uma falta. Independentemente de a falta parecer 'óbvia', se o árbitro não a viu no terreno de jogo, o VAR pode intervir. Da mesma forma, se nenhuma falta for identificada na fase de construção de um golo, o VAR aconselhará o árbitro nesse sentido. Pisar o pé de um adversário é falta, ao passo que um defesa que toca primeiro na bola e, depois, estabelece um contacto normal de jogo não cometeu falta. Mais uma vez, um exemplo disso ocorreu no final desse mesmo jogo. O árbitro e o VAR consideraram que foi um contacto normal de jogo entre o camisola 10 do Egito, Mohamed Salah, e o camisola 10 da Argentina, Julián Álvarez". 

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