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Ahmad Donyamali, ministro do Desporto do Irão, sublinhou esta quarta-feira, em comentário à publicação de Gianni Infantino nas redes sociais sobre a posição de Donald Trump em relação à participação do Irão no Mundial deste ano, que o país "não tem condições" para estar presente no torneio depois dos ataques de que tem vindo a ser alvo por parte dos Estados Unidos.
"Uma vez que este governo corrupto assassinou o nosso líder [o aiatola Ali Khamenei], não temos condições para participar no Mundial", vincou, em entrevista reproduzida pela agência noticiosa alemã Deutsche Presse-Agentur (DPA), referindo-se ao executivo liderado pelo presidente norte-americano, e continuou: "Na sequência das medidas maliciosas tomadas contra o Irão, com duas guerras que recaíram sobre nós no espaço de oito ou nove meses, e milhares de pessoas que foram assassinadas, não temos, definitivamente, possibilidade de participar [no Mundial] desta forma."
Recorde-se que já esta quarta-feira, Gianni Infantino revelou ter tido uma reunião com Donald Trump, onde o líder norte-americano terá dado garantias de que a seleção iraniana seria "bem-vinda" aos EUA. "Falámos sobre a situação atual no Irão e sobre o facto de a seleção iraniana se ter qualificado para participar no Campeonato do Mundo de Futebol de 2026. Durante as discussões, o Presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é, obviamente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos", disse o presidente da FIFA e terminou: "Todos nós precisamos de um evento como o Campeonato do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca."
A 28 de fevereiro, dia em que o território iraniano começou a ser bombardeado pelos EUA e Israel, o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, disse que a organização iria acompanhar os desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente.
"Realizámos o sorteio da fase final em Washington, com a participação de todas as equipas, e o nosso foco é realizar um Mundial seguro, com a presença de todas as equipas. Continuaremos a comunicar com os três governos [anfitriões], como sempre fazemos em qualquer situação. Todos estarão em segurança", sublinhou, em referência ao Canadá, EUA e México, os três organizadores do torneio.
Por Sérgio MagalhãesA entrevista foi moderada por Record mas conduzida pelo médio formado no Sporting
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