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Roberto Martínez: «Paulinho merece estar na Seleção como 9»

Roberto Martínez: «Paulinho merece estar na Seleção como 9»

 

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RM - A questão do terceiro atacante é interessante. Na Liga das Nações e no Europeu, utilizámos dois pontas de lança mais de referência, o Cristiano e o Gonçalo. E o Paulinho é o mesmo perfil. Então, o terceiro atacante queremos que seja o mais semelhante ao Diogo Jota. Era o atacante que podia ajustar em relação ao adversário, podia ser mais ponta de lança, podia jogar por fora, jogar no espaço interior, muito vertical, com penetração, muita energia, abrir contra-ataques. O perfil mais próximo, depois de uma época fantástica, uma das melhores da carreira, é o Gonçalo Guedes. A escolha não é uma dúvida sobre o Paulinho. O Paulinho merece, dentro da posição de nove, estar na seleção, mas só se não estiverem o Cristiano ou o Gonçalo Ramos. Se houver uma lesão do Cristiano ou do Gonçalo, o jogador a entrar é o Paulinho. Foi assim que definimos a metodologia. Em março, o Paulinho fez um bom estágio.

 

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RM - Não. É um perfil diferente. O perfil do Gonçalo Guedes nesta convocatória é do Afonso Moreira. Os perfis são muito objetivos e muito claros. Claro que um adepto pode dizer que prefere ter o Cris, o Gonçalo e o Paulinho, mas nós precisamos de ter 23 jogadores. Se temos três pontas de lança, perdemos opções noutras áreas. A decisão é estratégica.

 

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RM - Conheço o Ricardo Horta como profissional e acho que é uma decisão difícil não ter o capitão do Braga, depois de uma época excelente, na convocatória. Mas é importante perceber que é um processo. O Ricardo Horta não entra porque entram o João Félix, o Bernardo Silva, o Bruno Fernandes e o Trincão. O presidente do Braga, com certeza, não acompanha todas as outras opções para a Seleção; não é a sua responsabilidade nem o seu trabalho. Mas percebo isso: é um apoio ao capitão e aceito isso. Não partilho, porque quem está em posição de tomar decisões tem de decidir por motivos, tal como no contexto do Braga ou no contexto da Seleção. As decisões não são fáceis nem populares. O que posso dizer é que o Ricardo Horta esteve na Seleção em março, meritória e corretamente, já está dentro do espaço, e faz parte do processo de escolha em relação ao que a Seleção precisa.

Por David Novo e Sérgio Krithinas
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