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Secretário-geral da FIFA visita China face a impasse sobre direitos de transmissão do Mundial'26

O troféu do Mundial'2026
• Foto: AP

O secretário-geral da FIFA está em Pequim para tentar desbloquear as negociações sobre os direitos de transmissão na China, a um mês do início do Mundial'2026, noticiou esta sexta-feira a imprensa chinesa.

De acordo com a agência de notícias estatal China News, Mattias Grafström lidera uma delegação da FIFA que chegou a Pequim há poucos dias e cuja "principal tarefa" é manter conversações com a Associação Chinesa de Futebol (CFA, na sigla em inglês) e a emissora estatal CCTV sobre os direitos de transmissão do torneio.

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Durante a estadia, Grafström reuniu-se com o presidente da CFA, Song Kai, para discutir questões relacionadas com intercâmbios técnicos e a organização de torneios internacionais das camadas jovens.

Além disso, na quarta-feira, visitou, acompanhado pelo vice-presidente da CFA, Yang Xu, o Estádio dos Trabalhadores, em Pequim, casa do clube da primeira divisão Beijing Guoan, onde jogam o português Guilherme Ramos e o luso-angolano Fábio Abreu.

De acordo com diversos órgãos chineses, o bloqueio das negociações deve-se à diferença entre as exigências económicas da FIFA e as expectativas da parte chinesa.

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O jornal 'Beijing Daily' indicou que a FIFA teria inicialmente pedido entre 250 e 300 milhões de dólares (212 e 255 milhões de euros) pelos direitos do Mundial, que decorre nos Estados Unidos, Canadá e México, enquanto o orçamento da CCTV rondaria os 60 a 80 milhões de dólares (51 a 68 milhões de euros).

Segundo a imprensa, a FIFA terá depois reduzido a sua exigência para uma faixa entre 120 e 150 milhões de dólares (102 a 127 milhões de euros), mas as negociações continuam sem acordo.

A FIFA confirmou no início de maio que as conversações para a venda de direitos na China e na Índia estão "em curso" e sublinhou que os contactos devem permanecer confidenciais.

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A situação é invulgar no mercado chinês, onde a CCTV assegurou historicamente a transmissão dos Mundiais com meses de antecedência e onde a legislação concede à cadeia estatal a negociação centralizada deste tipo de grandes eventos desportivos internacionais.

Vários órgãos chineses e comentadores locais criticaram publicamente o elevado custo dos direitos e questionaram o valor comercial do torneio na China, devido à ausência da seleção nacional, ao horário de madrugada de muitos jogos e à mudança de hábitos de consumo desportivo para plataformas digitais e de vídeos curtos.

A falta de acordo surge também após a recusa da China, em 2025, em adquirir os direitos televisivos da fase final de qualificação asiática para o Mundial, igualmente por divergências sobre o preço.

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China e Índia, os dois países mais populosos do mundo, continuam sem operador confirmado para o Mundial 2026, a menos de seis semanas do início do torneio.

A 23.ª edição do Campeonato do Mundo realiza-se de 11 de junho a 19 de julho e conta pela primeira vez com 48 seleções, numa inédita organização tripartida entre Canadá, México e Estados Unidos.

Por Lusa
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