Alemães prometem final ao ataque

Joachim Löw admite que equipa superou as expectativas na Rússia mas ainda falta o troféu

• Foto: EPA

Numa final inédita na competição, Alemanha e Chile decidem este domingo quem leva a Taça das Confederações para casa, num encontro que coloca frente a frente duas das seleções que mais impressionaram neste torneio. Será também a reedição do jogo da segunda jornada do Grupo B, quando se registou um empate (1-1). Agora não há qualquer margem de erro, com os campeões do Mundo a sacudirem a pressão da vitória.

"Quando convoquei este grupo de jogadores, choveram críticas. E agora todos lhes elogiam a maturidade. Já estou habituado a este tipo de análises, pois é assim o mundo do futebol. É verdade que não temos uma equipa experiente mas superámos todas as expectativas. A prova ainda não acabou mas sinto que estes jovens já evoluíram a nível internacional e estarão prontos para disputar um Mundial. Era essa a minha prioridade na competição", observou Joachim Löw, selecionador germânico que teceu rasgados elogios ao adversário.

"O Chile é uma grande seleção. Temos de apostar mais no ataque. Não podemos perder tanto o controlo do jogo, correndo o risco de sofrer golos. Também há que melhorar na pressão alta. É crucial. Taticamente, o Chile é a seleção mais flexível do Mundo. É um país pequeno que forma jogadores de topo. Admiramo-los", acrescentou o técnico alemão.

Questionado se teme que a final chegue aos penáltis, Joachim Löw garantiu que não. "Não tenho medo. O Chile tem ótimos marcadores de penáltis e o Claudio Bravo é especialista. Defendeu três frente a Portugal e é muito bom. Vamos tentar não chegar a essa fase!", concluiu.

Chile quer fazer história

Depois de eliminar Portugal nas meias-finais após penáltis, o Chile tem agora a possibilidade de conquistar a Taça das Confederações pela primeira vez. "Atravessamos a melhor fase da história do futebol chileno. Nesta competição voltámos a provar que podemos lutar contra qualquer seleção mundial. Ganhar amanhã seria o coroar de uma campanha excelente. Trabalhámos durante um mês de forma intensa", comentou o selecionador Juan Antonio Pizzi.

O técnico argentino rejeitou ainda que o cansaço possa ter influência na final. "Vejo os meus jogadores frescos e disponíveis mentalmente para efetuar uma grande exibição", sublinhou Pizzi, que apenas tem elogios para a Alemanha. "São os campeões do Mundo! Podem marcar a qualquer momento. Para conseguirmos competir de igual para igual, teremos de jogar nos limites das nossas capacidades", alertou.

Por Diogo Jesus e Hugo Neves
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