Acusação grave do presidente da Federação da Jordânia a Infantino: «Situação equivale a chantagem...»

Ali Al Hussein detalhou problemas que o seu país enfrentou nos últimos meses

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Gianni Infantino e Ali Al-Hussein em 2016
Gianni Infantino e Ali Al-Hussein em 2016 • Foto: AP
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Mais um dia, mais um episódio que deixa Gianni Infantino ainda mais encurralado. Agora é o presidente da Federação da Jordânia (JFA) a deixar duras críticas à postura do presidente da FIFA, acusando-o mesmo de chantagem para poder receber o dinheiro que é devido à federação asiática. Segundo Ali Al Hussein, a lógica era simples: para receber essa verba, a JFA teria de expressar apoio público ao líder do organismo. Caso contrário... nada feito.

Na sua publicação, Al Hussein começa por detalhar os "enormes obstáculos" que a Jordânia enfrentou neste Mundial. "Em primeiro lugar, a entrada dos nossos adeptos nos EUA: nem a todos foi concedido visto, apesar de terem bilhetes — que, como também sabemos, foram vendidos a preços exorbitantes. Em segundo lugar, estamos a ser tributados pelo governo dos EUA, através da FIFA, pela nossa participação. Dinheiro que deveria ir para os jogadores e para a equipa técnica. Não foi esse o caso para quem jogou e montou base no Canadá e no México. Mas calhou-nos ficar nos EUA, pelo que agora enfrentamos estes enormes custos em impostos por termos participado."

Depois, o líder federativo avança para a questão do dinheiro devido, com muito para dizer. "Em terceiro lugar, estamos desde dezembro à espera dos prémios monetários para os nossos jogadores relativos à Taça Árabe no Catar, que é um evento da FIFA. O dinheiro que a nossa seleção deveria receber por ter chegado à final ainda não foi pago, ao mesmo tempo que a FIFA se gaba dos muitos mil milhões que tem em reserva. Fica claro que o problema reside realmente na liderança. Durante meses, a FIFA tem-se recusado a ajudar-nos em qualquer um destes ou de outros assuntos — até me ter sido transmitido verbalmente, durante o Campeonato do Mundo, que, se eu apoiasse Infantino, isso ajudaria imenso a nossa Federação."

A fechar, Al Hussein deixa uma mensagem bem clara. "Na Jordânia, orgulhamo-nos de defender valores éticos. Não o apoiámos antes e certamente não o faremos agora. Mas toda esta situação equivale a uma chantagem, e recusamo-nos a ceder."

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