Adjunto do Benim arrasa Messi e Argentina: «Parecia que éramos arruaceiros no meio de um motim»

Tunde Adelakun com palavras muito duras

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Adjunto do Benim arrasa Argentina e Messi
Adjunto do Benim arrasa Argentina e Messi • Foto: EPA
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Vários dias já passaram desde o jogo entre Argentina e Benim, que marcou a despedida de Leo Messi da seleção sul-americana, mas nos africanos tudo segue bem vivo. E não é pelas melhores razões. Depois das , agora foi a vez do seu adjunto ser ainda mais duro nas palavras, tanto contra os argentino como com o próprio Leo Messi.

Num texto escrito pelo próprio no 'The African Football Club', Tunde Adelakun lembrou a longa viagem de Abidjan até Buenos Aires - "Treze longas horas de Paris a Buenos Aires, sem esquecer as primeiras seis de Abidjan a Paris e a respetiva escala. Um dia inteiro em trânsito, divididos em três grupos, para disputar esta partida. Mas, para muitos de nós, como eu, valia claramente a pena" -, antes de passar ao jogo propriamente dito. Em especial ao que sucedeu após o apito final.

"Enquanto equipa, viajámos para prestar homenagem a Messi. O grupo viajou em condições extremamente duras para proporcionar àquele homem uma despedida à sua altura. O que mais me chocou foi a recusa evidente e ostensiva da seleção argentina em querer qualquer tipo de contacto com a minha equipa após o apito final. Os apertos de mão no final do encontro foram apressados e frios. E qualquer tentativa dos nossos atletas para se aproximarem do homem que tinham vindo celebrar foi travada de forma bastante hostil pelos seguranças no local. Era notório que, coletivamente, não queriam partilhar o mesmo espaço com a seleção do Benim. Foi bastante desconfortável. Alguns dos nossos jogadores, ainda jovens e que cresceram a idolatrar Lionel Messi, só queriam vê-lo de perto, tirar fotografias e apertar-lhe a mão. Não foi possível. Quando formaram uma guarda de honra, alguém sugeriu que a nossa equipa se perfilasse para o aplaudir à sua passagem. Pela rapidez com que os seguranças dispersaram o pequeno grupo que se tinha juntado, parecia que os meus rapazes eram arruaceiros no meio de um motim", escreveu, antes de se virar para algo que o próprio descreve como a "estocada final". Dada pelo próprio Messi.

"Lionel Messi dava a volta de honra ao relvado sob a ovação das bancadas. Percorreu todo o perímetro com os companheiros de equipa, devagar, a saborear os aplausos. Perto do final da volta, alguns dos meus jogadores posicionaram-se ao longo daquele que seria o seu trajeto natural para fechar a homenagem. Ele vinha na frente. Os meus rapazes estavam ali. Queriam apenas que ele caminhasse na direção deles para poderem aplaudi-lo e demonstrar a sua admiração. No último instante, o Leo deu uma volta inesperada e, desviando-se deliberadamente do grupo de atletas do Benim, rumou em direção ao centro do terreno. Foi um novo golpe baixo vindo de alguém venerado por tantos e que, na mente de incontáveis jovens africanos, era incapaz de cometer uma maldade. Fica uma pergunta no ar: se tivesse sido a Inglaterra ou a Espanha a disputar este jogo de despedida com a Argentina para dizer adeus a Messi, teriam sido tratadas da mesma forma que o Benim?", questiona.

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