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André sonha com o Benfica

ATACANTE, EM BOA FASE, QUER VOLTAR À LUZ

Muitos adeptos do Benfica, possivelmente, já nem lembram o seu nome, mas o avançado André, actualmente no Internacional de Porto Alegre, ainda nutre o sonho de triunfar com a camisola encarnada. Na primeira passagem pela Luz, em 2001, o atacante alinhou uma única vez como titular, justamente na última jornada do campeonato. Como o empréstimo ao Marítimo, na época seguinte, também não resultou, André fez as malas e voltou ao seu país natal.

"Regressar ao futebol brasileiro fez-me bem, até porque amadureci bastante. Mas ainda tenho esperança de voltar e terminar o trabalho que comecei no Benfica", revela a Record o avançado, que ainda hoje lamenta as poucas oportunidades recebidas na Luz. "Numa fase em que precisava de me adaptar ao futebol português, joguei apenas uma vez como titular. Em seis meses, isso não é nada. Necessitava de uma sequência de jogos, porque os golos aparecem naturalmente", afirma, apontando um dedo acusador à equipa técnica, na altura liderada por Toni. "É difícil entender como um jogador fica tanto tempo de fora. Mesmo a treinar bem ou mal, um futebolista precisa actuar três, quatro partidas para que o treinador o possa conhecer melhor."

André tem razão quando diz que o regresso ao Brasil acabou por ser positivo. Em 2002, emprestado ao Vitória da Bahia, recuperou rapidamente o faro pelas balizas. Foram 31 golos ao longo do ano, distribuídos pelo campeonato baiano, do qual foi o principal marcador, Taças do Brasil e do Nordeste e Campeonato Brasileiro. Em 2003, trocou o Vitória pelo Internacional, mas continua de bem com a vida: no plano pessoal, acabou de ser pai pela primeira vez - do menino Andrey, nascido no último dia 4 de Abril; no relvado, os golos continuam a aparecer em bom número - já foram oito com a camisola colorada, três dos quais no recém-iniciado Brasileirão. "Espero manter uma boa média de golos até ao final do campeonato, que este ano tem mais jogos por ser disputado por pontos corridos", observa o avançado, cujo empréstimo ao clube gaúcho acaba só no final do ano, a menos que os encarnados tenham outros planos para ele. "Tudo depende do presidente e da Direcção [do Benfica]."

Farto de ser 'cigano'

André não esconde um certo desconforto por estar constantemente a mudar de clube, o que já ocorria nos tempos do Atlético Mineiro. "Tenho estado num clube diferente a cada ano. O meu empresário [o brasileiro Adelson Duarte] é que tem escolhido para onde vou, mas quero mudar isto a partir do ano que vem. Não dá mais para ser como um "cigano"."

Amigo André Cruz é colega no Inter

Quando esteve no Benfica, André não teve a oportunidade de defrontar o então central sportinguista André Cruz. Hoje são colegas de plantel no Internacional, solidificando uma amizade iniciada em Lisboa. "Já conhecia o André Cruz de Portugal, quando tive contactos com ele, o César Prates, entre outros. É um amigo. Ele está lesionado neste momento, mas vai voltar a jogar brevemente." Já o futebol português, particularmente o Benfica, é acompanhado regularmente na RTP Internacional. "Vejo sempre os jogos. Ainda esta semana assisti ao Benfica-Varzim."

Pequena paragem por causa de lesão

Depois de ter brilhado contra o Corinthians, no domingo passado, André não vai poder reencontrar, hoje, o Vitória da Bahia. Tudo por culpa de uma lesão nos músculos abdominais, a qual deve mantê-lo indisponível por cerca de 15 dias. A passagem pelo Vitória traz boas e más memórias ao atacante. A parte positiva passa pelos 31 golos marcados com a camisola rubro-negra no ano passado; já o lado negativo tem dois aspectos: um assalto do qual foi vítima, que também lhe custou a perda dos contactos telefónicos dos amigos que tinha no plantel encarnado, e os seis meses de salários que ainda não foram saldados.
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