André Teixeira: «Quem é que não gostaria de ter a atenção de Fernando Santos?»

Defesa-central é um dos indiscutíveis do surpreendente líder da Liga cipriota, AEL Limassol

Aos 25 anos, é no eixo da defesa do AEL Limassol que André Teixeira se estabilizou e constitui hoje uma pedra basilar do surpreendente líder da Liga Cipriota. Na segunda época em terras cipriotas, André afirma-se no futebol da ilha e sonha com a seleção A portuguesa.
               
"Quem é que não gostaria de ter a atenção de Fernando Santos? Tenho a noção que aqui no Chipre é mais difícil ter essa atenção. Seja a central ou noutra posição qualquer. Há outras ligas mais competitivas. Não é fácil", afirma o ex-Leixões com certa dose de realismo, mas sem descurar o sonho numa época em que, por mérito próprio, é totalista do emblema de Limassol.
               
"Se esta é a minha época de afirmação aqui? Sim, acredito que sim, as coisas têm corrido bem, tenho feito os jogos todos. Espero dar continuidade", deseja o defesa formado no FC Porto.
               
Com 9 jogos oficiais realizados em 2018/19, André está quase a igualar os seus números da época passada, onde foi treinado pelo português Bruno Baltazar, que deu o lugar ao bósnio Dusan Kerkez. André Teixeira explica, com lucidez, como passou a jogar mais esta temporada e exalta as virtudes do técnico atual. "No ano passado não joguei mais por uma questão de opção técnica. Os outros dois centrais estavam a jogar bem e o treinador tomou a sua decisão. Estou a gostar muito do Dusan Kerkez. Tem todas as características de um líder. Foi jogador do AEL, foi campeão pelos sub-19 do clube e a nível tático é muito bom. É a primeira vez que está a treinar uma equipa sénior. Trabalha muito bem", conta e elogia.
               
A caminhada trilhada pelo AEL Limassol, 1º classificado, com 22 pontos em 9 jogos, tem surpreendido toda a gente em Chipre. "O balanço do nosso campeonato é muito positivo, aqui no Chipre ninguém estava à espera que começássemos assim. O objetivo é tentar ir à Liga Europa. Temos estado muito bem desde a pré-época, onde até ganhámos todos os jogos. Sendo os líderes, nesta altura estão todos à espera do nosso erro", analisa o defensor. O último jogo deu em derrota, a primeira, frente ao rival Apollon. "Nós não entrámos bem no jogo. O Apollon está habituado a jogar com a mesma equipa nos últimos anos. Tem jogado sempre na Liga Europa. Nos primeiros minutos entraram muito bem e, aos 20 minutos, já ganhavam por 2-0. O resultado é um bocado enganador, mas ganharam bem", diz ainda André, que só pensa no próximo jogo, este domingo, na casa do Nea Salamis.
               
Na opinião do português, de 25 anos, Liga e futebol cipriotas são sinónimos de qualidade, mas também de preponderância da dimensão física. "Do que eu vejo aqui, o campeonato é competitivo, as maiores equipas são muito fortes e disputam um futebol mais físico mas gostam de jogar e é possível ver qualidade de jogo. Nas restantes, há jogadores com qualidade e jogam um pouco mais defensivamente. Mas é um país onde gostam de futebol. Infelizmente, muita gente subestima o Chipre porque é difícil acompanhar pelas TV’s. É uma ilha", considera.
               
Num país futebolístico para onde emigram "cada vez menos portugueses", André tem consigo no plantel elementos conhecidos do nosso futebol, tais como Leandro Silva, Vozinha ou Fidelis, mas o grupo dá-se todo bem, garante: "Costumo estar mais com os que falam português ou que são portugueses, mas temos também vários espanhóis. É assim: a maior parte do grupo fala inglês, por isso damos-nos todos bem."
               
A fechar a conversa com Record ficou a pergunta sobre o desejo de voltar a Portugal e que outros voos gostava que a sua carreira conhecesse. "Se aceitaria um clube grande de Portugal? Claro que sim, mas neste momento o objetivo e foco é aqui onde estou. Quanto a outros países, não tenho nenhuma preferência em específico, mas qualquer um gostaria de jogar numa das melhores ligas mundiais. Voltando atrás, a escolher um dos grandes em Portugal, a tendência seria pender para o FC Porto por ter passado lá muito tempo. Tenho sempre um carinho especial pelo clube, como é óbvio", concluiu.
               
Antes de viver esta sua primeira experiência além-fronteiras, André Teixeira, depois de concluir a formação no FC Porto, passou por Belenenses, Leixões, Trofense e Mafra.

Por Ruben Tavares
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Internacional

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.