Beto: «É a grande defesa e o jogo mais difícil da minha vida»

Guarda-redes português está na Turquia empenhado em proteger a família

• Foto: Twitter/Beto Pimparel

O guarda-redes português Beto, que joga joga na Turquia ao serviço do Goztepe, relatou em declarações ao site da Liga como tem vivido os últimos tempos face à pandemia do coronavírus e assume que este período corresponde à "grande defesa" e ao "jogo mais difícil" da sua carreira e da sua vida.

"Sinto-me no papel e na obrigação de defender e proteger a minha família. Na minha vida e na minha carreira, a melhor defesa ou o jogo mais difícil está a ser agora: é proteger a minha família e evitar que aconteça alguma coisa. Se conseguirmos ultrapassar isto, esta será seguramente a defesa da minha vida", afirma o guardião de 37 anos, que continua na Turquia a cumprir quarentena.  

"Não temos autorização para nos ausentarmos do país. Eu e a minha família já estamos a fazer o confinamento há duas semanas, que foi quando apareceu o primeiro caso em Istambul. A única coisa que nos preocupava era que a Liga continuasse por mais tempo mas, finalmente, suspenderam-na", explica.

O campeonato turco foi mesmo um dos últimos na Europa a ser suspenso e Beto diz que a decisão "pecou por tardia". "estivemos expostos desnecessariamente durante duas semanas e numa delas tivemos que fazer uma viagem até Istambul, de avião, hospedados num hotel… Obviamente já estávamos preocupados e angustiados. Ainda fizemos um jogo em atraso, na terça-feira seguinte, e foi então que juntámos alguns capitães. Tentámos consciencializar e sensibilizar a Federação para o alto risco que os profissionais estavam a correr e acabaram por tomar a decisão acertada, tardia mas acertada, de suspender a Liga", sublinha o internacional português.

Manter a forma 

"O pedido do clube e o pedido da equipa técnica foi para que cumpríssemos os planos individuais e dentro das condições que cada um tem em sua casa, tentar fazê-lo. Felizmente temos jardim, temos um ginásio em casa e posso continuar a fazer o meu trabalho físico, posso levar a minha filha um bocadinho ao jardim para apanhar sol, para sair um bocadinho à rua, dentro de casa… Mas sair, não saímos. Saio eu quando tenho de ir às compras para a casa, com os devidos e máximos cuidados, mas mais do que isso, nós não saímos."

Nova rotina

"O confinamento não é uma obrigação imposta pelo Governo, mas sim um pedido do nosso clube, para ninguém se ausentar da cidade e para que se saia o menos possível de casa. Se há algo positivo nisto é o tempo que nós podemos passar com a família e aproveitá-lo ao máximo: brincar, fazer atividades em casa, dar asas à imaginação, há muitas coisas que se podem encontrar na Internet. Valorizem o tempo que não temos e que muitas vezes nos queixamos. Seja para descansar, seja para a família."

Mensagem aos adeptos

"Independentemente da saudade que os adeptos tenham, não têm mais saudades do que os jogadores. Nós sim, temos saudades da nossa rotina, do nosso dia-a-dia, de ir para o treino, do balneário, das palestras, dos estágios, do jogo… Mas, mais importante do que isso, é a saúde que, neste momento, tem de ser primordial. Aquilo que eu posso pedir aos adeptos de futebol é que tenham paciência porque há valores muito mais importantes neste momento do que o futebol e a paixão pelo futebol."
 

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