Biglia revela bastidores do fracasso da Argentina no Mundial'2018

Médio diz que não "superou Rússia" e detalha reunião do plantel com Sampaoli

• Foto: EPA

Mal a Argentina perdeu frente à Colômbia no primeiro jogo da Copa América'2019, os fantasmas do Mundial'2018 vieram logo ao de cima. Na Rússia, a seleção das pampas caiu nos oitavos-de-final e na fase de grupos andou a tremer com um empate frente à Islândia (1-1) e uma pesada derrota diante da Croácia (0-3). Um dos jogadores que esteve na prova foi Lucas Biglia, que revelou os bastidores dessa altura, principalmente sobre aquilo que correu mal com o então selecionador Jorge Sampaoli

"Impôs-nos um sistema de jogo e nós adaptámo-nos, o 3-4-3. Experimentámos contra Brasil e Singapura. O esquema não nos mostrava segurança e gerava-nos dúvidas e problemas", disse o médio do Milan, citado pelo jornal 'Olé'.

"Não jogámos amigáveis, chegámos ao Mundial sem futebol. A Islândia saía em contra-ataque e jogámos com dois laterais. Com a Croácia, voltamos a esse sistema e sofremos. A Nigéria também nos marcou [vitória da albiceleste por 2-1 na última jornada da fase de grupos]", prosseguiu, revelando uma reunião com o técnico, que acabou por sair da seleção.

"Fizemos uma reunião e dissemos-lhe 'Jorge, façamos as coisas de forma fácil, porque assim não vamos lá'. Ele sempre esteve convencido", confessou, apesar de manter uma boa opinião sobre o agora treinador do Santos. "O que se passou não me muda o pensamento. É um grande treinador. Aceitou bem a opinião, agradeceu a sinceridade e disse que íamos encontrar a solução", frisou o jogador, de 33 anos.

Certo é que a Argentina acabou mesmo por cair na fase seguinte perante a França, por 4-3. Pessoalmente, Biglia, agora retirado da seleção, assumiu que não apareceu na prova na sua melhor forma. "Não superei Rússia por ter jogado tão pouco e por não ter estado à altura. Não cheguei nas melhores condições", salientou.

Biglia deixou ainda um desejo de sucesso a Lionel Messi, que procura carregar a Argentina à conquista da Copa América, o que seria o primeiro troféu do avançado pela seleção principal. "Desejo que a Argentina seja campeã, mais por Messi do que por mim. Ele vai sempre pensar que tem mais culpa do que os outros. Depois da partida com a Islândia, ele estava destroçado e sentia que era tudo culpa dele", contou.

Por Rafael Soares
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