Campeão Shakhtar tem redes seguras

António Ferreira é o treinador de guarda-redes da equipa de Paulo Fonseca

• Foto: Movenotícias

António Ferreira é para muitos dos amantes do futebol, grupo ao qual se juntam os adeptos do Shakhtar, um nome pouco conhecido. Mas a verdade é que 'Toni', como é apelidado pelos amigos, é um dos elementos que levaram o Shakhtar de Paulo Fonseca ao sucesso.

Aos 39 anos, António Ferreira é o treinador de guarda-redes da equipa técnica liderada por Paulo Fonseca. Depois de trabalhar com o treinador no Aves e P. Ferreira, Fonseca convidou o treinador de guarda-redes para a aventura na Ucrânia.

"Está a ser uma experiência fantástica. Depois do primeiro ano ficamos preparados para abordar qualquer circunstância. Não que aquilo seja um contexto difícil. A ideia que eu tinha da Ucrânia não corresponde em nada daquilo que eu hoje penso. Tanto a nível da qualidade de vida, como dos guarda-redes. Estou de certa forma até encantado. A qualidade existe, mas essencialmente existe potencial. Estão carentes de algumas coisas, não que isto dizer que os treinadores de guarda-redes não percebem nada disto. Nada disso", contou a Record à margem do 5.º Congresso Internacional de guarda-redes de decorreu no Porto.

A guerra civil no leste da Ucrânia obriou a equipa de Donetsk a deixar a cidade. O Shakhtar passou a ter como base a capital Kiev, onde nos últimos tempos tem permanecido.

"Foi a primeira vez que fui campeão. É algo indiscritível. Mas para mim ganhar a Taça... Vivi muito mais esse momento. É fácil explicar porquê. Normalmente não temos muitos adeptos nos nossos estádios, exceptuando com o Dínamo para o campeonato, mais um ou outro. Temos mais quando são jogos para as competições europeias. Somos campeões sem grande ambiente de festa nos estádios. Falta-nos um pouco desse carinho dos adeptos. Como é a Taça, como é a final, aí a festa é muito maior, porque temos muito mais gente do Shakhtar no estádio e desfrutamos mais desse momento. Aí senti-me mais campeão", explicou António Ferreira.

A relação com Paulo Fonseca "é muito boa" e António Ferreira não esconde o orgulho que tem de trabalhar na equipa técnica do treinador português.

"É um prazer trabalhar com o Paulo Fonseca. Foi no Aves, no P. Ferreira e é agora no Shakhtar. As ideias, a forma de pensar o jogo é a mesma, muito embora de forma natural existam ajustes, porque há crescimento. Não só porque vamos para níveis superiores, mas porque a experiencia nos ajuda a cometer menos erros e a evoluir. Toda a gente que é treinador adjunto ou de guarda-redes devia pelo menos na vida trabalhar com alguém com que pudesse aprender futebol, discutir futebol, como acontece com o Paulo Fonseca. Não quer isto dizer que só existe ele no mundo. Já trabalhei como muitos outros treinadores em Portugal e tive outros que me marcaram, mas como o Paulo Fonseca não. A gestão de guarda-redes é tratada entre mim e o Paulo Fonseca. É óbvio que é discutido entre todos, mas coisas mais específicas é entre mim e o Paulo. Não vou dizer que a decisão de quem joga é minha. Nada disso. Até porque eu acho que tem de ser o treinador principal a decidir isso. Um dia se for despedido é a cara dele que vem nos jornais. É sobre ele que caem ele todas as responsabilidades, muito embora seja eu o responsável pelo guarda-redes", reiterou.

Por André Ferreira
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