Chaló é o mestre da tática

Paradou AC sofreu apenas um golo nos últimos 8 jogos...e por 'culpa' da gripe. Mudança para 3x4x3 decisiva

Falar das dificuldades que Francisco Chaló tem passado como treinador do Paradou AC, emblema argelino que treina pela segunda época consecutiva, daria para um trabalho de várias páginas, mas o treinador português tem sabido sempre superar os obstáculos.

Desta vez, Chaló experimentou mudar o sistema da sua equipa de 4x3x3 para 3x4x3 em casa da poderosa equipa marroquina do Hassania Agadir, venceu por uns inequívocos 3-0 (a primeira vitória fora do Paradou AC na CAF) e daí para cá os argelinos só sofreram um golo em oito jogos, marcando.

"Passei quatro dias só a trabalhar o sistema, dois na Argélia e dois em Marrocos. Senti a equipa madura o suficiente para essa mudança. Dada a complexidade do 3x4x3, o sistema não poderia ser mudado de um momento para outro. Foi algo que fomos trabalhando progressivamente ao longo da temporada como plano B. Não era exequível utilizá-lo no início da época depois de termos perdido vários titulares. Para lhe dar uma ideia, a minha linha da frente é só com jogadores no primeiro ano de seniores", conta o técnico, que recorda ainda o facto do Paradou AC não ter estádio próprio e ser o único clube da Argélia sem adeptos. Na fase de grupos da CAF, os três jogos em casa foram todos em redutos diferentes…

O único tento sofrido neste período ocorreu numa partida em que o treinador, de 56 anos, foi obrigado a mudar o seu desenho estratégico, uma vez que tinha 5 (!) titulares com gripe. "Com tantas ausências, o 3x4x3 já não iria funcionar da mesma forma e voltámos ao 4x3x3. Eu não tenho um sistema favorito. Trabalho os princípios e o sistema indicado deve ser aquele que melhor serve as características dos jogadores. Por exemplo, no ano passado começámos em 4x3x3 e acabámos em 4x2x2x2", explica ainda Francisco Chaló, a viver a sua primeira experiência além-fronteiras.

Depois do incrível 3º lugar do Paradou AC na época passada na 1ª Liga Argelina, a equipa conseguiu o "impensável": apurar-se para a fase de grupos da CAF. Está também nos quartos-de-final da Taça e, relata o treinador, tem jogado sempre num intervalo de três, quatro dias.

Por Ruben Tavares
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