Chapecoense já recebeu 13 mil pedidos de novos sócios

Ivan Tozzo agradecido com o apoio e promete reconstruir o clube

• Foto: EPA

O vice-presidente Ivan Tozzo foi o único elemento da direção que escapou à tragédia que vitimou a maior parte dos jogadores, os técnicos e os dirigentes da Chapecoense (além dos jornalistas que os acompanhavam) no acidente de aviação ocorrido na madrugada de terça-feira. E, apesar do choque, o responsável do clube brasileiro garantiu esta quarta-feira a determinação para reconstruir a equipa, mostrando-se sensibilizado com o apoio que as gentes de Chapecó têm recebido.

"Nós não tínhamos ideia de que a dimensão do nosso clube pudesse ser tão grande. A única coisa que sabíamos é que em 2005 o clube quase fechou. Só de ontem (terça-feira) até agora, há mais de 13 mil novos sócios querendo se associar ao clube e todos eles de fora da cidade de Chapecó. Neste momento temos 9 mil sócios pagantes em dia", revelou Tozzo, em conferência de imprensa.

"Vamos precisar da ajuda de todos, mas temos que dizer que estamos muito bem estruturados e nunca fizemos loucuras. Sempre tivemos os pés no chão e essa é a razão do sucesso do nosso clube. Vamos começar do zero, mas temos certeza que vamos reconstruir o clube. Vamos também aceitar toda e qualquer ajuda dos clubes que nos queiram emprestar atletas, entre outras coisas", acrescentou o dirigente.

Jogo com o Atlético Mineiro mantém-se

Ivan Tozzo confirmou ainda que o jogo com o Atlético Mineiro, da última jornada do Brasileirão, será realizado na Arena Condá e que a CBF já deu autorização ao clube para utilizar jogadores da área de formação no encontro. "O presidente Del Nero [da CBF] disse-me: 'vamos fazer um grande jogo em Chapecó e que ficará na memória de todos, para homenagear a todos que se foram'".

Sublinhando que o clube tem um seguro que permitirá que todos os familiares das vítimas serão amparados, o agora líder máximo da Chapecoense revelou ainda que está a ser preparado um velório coletivo na Arena Condá com as vítimas mortais que faziam parte do clube e os jornalistas oriundos da cidade de Chapecó. Já os jornalistas que eram do Rio de Janeiro e de São Paulo, deverão ser velados nos seus estados e cidades.

Tudo aponta que esse velório começará na sexta-feira e as forças de segurança esperam mais de 100 mil pessoas.

Por António Carlos. Rio de Janeiro. Brasil
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