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Selecionador moçambicano considerou um "sucesso" a campanha que o levou Moçambique a lutar até ao fim pelo apuramento para o Mundial'2026
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O selecionador moçambicano considerou um "sucesso" a campanha que levou o país a sonhar até ao fim com o Mundial'2026, destacando a nova etapa do futebol nacional, em que Moçambique deixou de "distribuir pontos" para lutar pela qualificação.
"Foi fantástico ver os meus jogadores a desfrutarem no momento, a colocarem um povo a sonhar por uma posição de relevo naquilo que é a competição para o Mundial", disse Chiquinho Conde, em entrevista à Lusa, menos de um mês depois de o objetivo ter caído por terra.
Em 9 de outubro, em Maputo, num dia de euforia no país, os mambas perderam por 2-1 na receção à Guiné-Conacri, na penúltima jornada do Grupo G da qualificação africana, quando uma vitória podia carimbar o playoff de acesso ao Mundial'2026, a disputar nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
Chiquinho Conde afirma que a equipa "lutou até ao fim" e mostrou crescimento e maturidade competitiva e que, apesar das limitações de convocatória e do pouco tempo de preparação, o grupo manteve a disciplina tática e o foco.
"Não tivemos muita margem de recrutamento dos jogadores e quero aqui frisar que fizemos uma primeira volta imaculada", afirmou, lembrando que Moçambique ombreou praticamente até à última jornada com seleções como Argélia, Uganda e Guiné-Conacri.
Moçambique terminou mesmo a fase de apuramento com um recorde de pontos e em igualdade pontual com o segundo classificado, o Uganda, que se apurou para o play-off, enquanto a Argélia se qualificou diretamente, no primeiro lugar.
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O antigo avançado, que completa este mês 60 anos, elogiou ainda o espírito de grupo, com os jogadores a mostrarem "dedicação e patriotismo", acrescentando que o percurso na qualificação, que Moçambique terminou em terceiro lugar do grupo, representa uma nova etapa do futebol nacional.
"Outrora, nós só distribuíamos pontos. Isto é um sinal também de crescimento. Obviamente que eu percebo que o adepto dos mambasquerem ganhar sempre, mas também temos de pôr os pés no chão e perceber que as coisas são feitas de forma paulatina e nós vamos aprender com os erros e vamos crescer com aquilo que esteve mal", concluiu.
Sobre o contributo dos atletas que evoluem no futebol português, Chiquinho Conde foi claro afirmando que a seleção tem em Geny Catamo a "coqueluche", o primeiro bicampeão moçambicano pelo Sporting, e "um orgulho para todos" os compatriotas.
Aproveitar a experiência dos moçambicanos a jogarem em Portugal tem sido uma aposta, garantiu, mesmo os de clubes de divisões inferiores ou equipas B ou sub-23, como é o caso do guarda-redes do Marítimo Kimiss.
"[Guarda-redes] Que eu estou a colocar já na seleção AA para começar a ganhar essa experiência, para fazer essa ponte, porque é isso que nós temos que fazer paulatinamente", vincou Chiquinho Conde.
O antigo internacional moçambicano, único jogador a ter representado o país em três edições da Taça das Nações Africanas (CAN, em 1986, 1996 e 1998), ainda hoje é recordado pela passagem nas equipas principais do Belenenses, Sporting de Braga, Sporting e Vitória de Setúbal.
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