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Cicinho lembra excessos na Roma: «Bati o meu recorde: num só dia bebi 70 cervejas e 15 caipirinhas»

Antigo lateral diz que o álcool o acompanhou desde bem cedo

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Cicinho recorda dia de excessos em Roma
Cicinho recorda dia de excessos em Roma • Foto: AP

Retirado do futebol desde 2018, Cicinho contou na sua carreira com passagens por Real Madrid e Roma, chegou à seleção brasileira, mas também acumulou problemas fora do campo, especialmente no que a vícios diz respeito. Este sábado, em entrevista à 'Gazzetta dello Sport', o antigo lateral direito, agora com 45 anos, confessou-se sem filtros, assumindo que o álcool o acompanhou desde muito cedo.

“Autodestruí-me com o álcool. Tudo começou aos 13 anos, numa festa de amigos. Provei a cerveja e apaixonei-me por ela como se fosse uma mulher. Quanto mais crescia, mais bebia. Voltava a casa às cinco da manhã sem que os meus pais descobrissem nada. E no dia seguinte estava bem, conseguia até treinar. Quando fui para o Botafogo, em 2001, bebia vinte cervejas e dez caipirinhas por dia. Aos 17 anos também comecei a fumar cigarros. Mas eu vivia o futebol assim: queria chegar ao topo, ganhar muito dinheiro e divertir-me. Quando cheguei ao São Paulo e depois à seleção, pensei que já tinha alcançado tudo”, lembrou.

E depois veio o Real Madrid. "Pior ainda", recorda. "Em 2005 contrataram-me para ser o novo Míchel Salgado e eu pensei: 'Perfeito, agora posso fazer festa para sempre'. Comprava carros, roupas, organizava noitadas em casa. Quase nunca saía porque em Madrid havia paparazzi por todo o lado. Por isso, bebia diretamente na minha vivenda com os amigos. Ficava sempre em casa. Ia para a cama às quatro da manhã e às oito estava no treino bêbado. Antes de sair, bebia três ou quatro cafés e comia um pacote de pastilhas elásticas para disfarçar o hálito a álcool. E em campo até rendia bem. Nem o Capello suspeitava de nada”.

De Madrid, em 2007, passou para a Roma, após uma chamada de Totti: "Olha que os Galácticos somos nós". Ficou logo convencido e, a princípio, até ganhou algum juízo. "Dava-me lindamente com o Spalletti e jogava muito. Depois, em 2009, rompi novamente o joelho e recomecei a exagerar. Foi aí que percebi que sofria de depressão, embora na altura não o quisesse admitir”. E aí, recorda, começou a passar para lá de "todos os limites". Em Roma bati o meu recorde: 70 cervejas e 15 caipirinhas num só dia. Mais dois maços de tabaco. Odiava dormir, só queria fazer festa em minha casa com amigos”.

Saiu da Roma em 2012 e, com ajuda da sua mulher, deu a volta por cima. "Fiz terapia com a ajuda dela. Redescobri o sentido da vida e agora sou feliz. Hoje celebro cultos, falo da história de Jesus e, no próximo ano, vou inclusive celebrar o casamento de dois amigos brasileiros em Itália. Creio muito em Deus: ajuda-te a purificar do mal”.

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