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Crime macabro no Brasil: «A primeira ideia era largá-lo sem roupa para passar vergonha»

Novos depoimentos mostram sequência de acontecimentos na morte do jogador do São Paulo

Dois amigos da filha de Edison Brittes Júnior, que já confessou ter assassinado o jogador do São Paulo, contaram à polícia que acompanharam o empresário até ao local onde Daniel Corrêa morreu. Dizem que tentaram impedir o crime, mas que foram ameaçados.

Tudo aconteceu no dia de aniversário da filha do empresário. Daniel desapareceu da festa, acabando por ser depois encontrado morto, com feridas profundas no pescoço e sem os órgãos genitais, no meio do mato. Edison, que inicialmente negou o crime, justificou-o depois com uma alegada tentativa de violação da mulher por parte de Daniel. Três novos suspeitos foram ouvidos pela polícia, dois deles - David, de 18 anos, e Igor, de 19 - são amigos de Allana, a filha de Edison.

O advogado de David e Igor contou ao site UOL que ambos negam ter participado no espancamento e no homicídio do jogador, e que tentaram, inclusivamente, convencer Edison a não o matar. Isto embora Allana (que também está presa) garanta que ambos participaram nas agressões... "Eles são bons meninos, são estudantes sem passagens pela polícia e estão em choque", contou Robson Dmakoski, o advogado.  

Contaram os dois suspeitos que estavam na festa, em casa da família, quando ouviram gritos provenientes do quarto do casal. Todos os convidados ficaram indignados ao saberem que David teria tentado violar Cristiana, a mãe da aniversariante.

Daniel teria sido logo espancado e depois, inconscente, atirado para a bagageira do carro de Edison Brittes Júnior. "A primeira ideia não era matá-lo. Era largá-lo, sem roupa, para passar vergonha. Mas a meio do caminho o telemóvel do Daniel tocou e o Edison viu as imagens", contou o advogado, referindo às fotos do jogador na cama com Cristiana que Daniel partilhou com amigos no WhatsApp. "Aí o Edison perdeu a cabeça e tomou outro rumo."

Robson Dmakoski explicou que os seus clientes tentaram dissuadir Edison, mas que este ameaçou-os. "Ficaram apavorados e entraram em choque." David e Igor, adianta o advogado, não assistiram ao homicídio nem viram a faca que Edison teria usado para cometer o crime. Mais tarde o corpo foi encontrado com cortes no pescoço e sem os genitais.

"Eles ficaram no carro, não chegaram a ver. Sou ouviram sons abafados", acrescentou.
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