Deputado e antigo treinador do CSKA defende fim do campeonato russo

Competição foi interrompida a 17 de março

• Foto: Reuters

O deputado Valeri Gazzaev, antigo treinador do CSKA Moscovo, propôs esta quarta-feira que a Rússia siga o exemplo da França e dê por concluído o campeonato de futebol, num país onde a covid-19 atinge quase 100.000 pessoas.

"Entendo que a decisão de terminar de imediato seja dolorosa. Também era partidário de acabar o campeonato, mas a situação evoluiu de maneira tão inusitada e agora não há nada mais importante do que a saúde das pessoas", disse Gazzaev ao jornal Sport-Express.

Gazzaev, que levou o CSKA à conquista da Taça UEFA, em final disputada no Estádio José Alvalade diante do Sporting (3-1), lembrou que a França é um dos cinco campeonatos mais fortes na Europa e o Governo decidiu não retomar a Ligue 1.

"Ali colocam a segurança acima de qualquer outra coisa. Tal como os Países Baixos. Creio que deveríamos seguir o exemplo dos franceses, há que dar por terminada a época e preparar tranquilamente a seguinte. Começar em julho ou agosto, quando a pandemia tiver quase terminada", justificou.

O ex-treinador lembrou ainda que o presidente russo, Vladimir Putin, prolongou na terça-feira as restrições devido à Covid-19 até meados de maio, frisando que ainda existem muitas perguntas sem resposta.

"Quando é que as equipas vão poder treinar em pleno? Quando é poderão regressar à Rússia os estrangeiros, se o espaço aéreo está encerrado, e devem submeter-se a duas semanas de quarentena? E o mais importante, como garantir a segurança dos que competem?", questionou.

Os responsáveis da Liga propuseram o reinício da competição em finais de junho, em 21 ou 28 de junho, mas são cada vez mais as vozes que defendem o encerrar da temporada.

A competição foi interrompida a 17 de março com data até 10 de abril, posteriormente prorrogada até 31 de maio.

O Zenit comanda com nove pontos de vantagem sobre o Lokomotiv de Moscovo e o Krasnodar, respetivamente 50-41 pontos em 22 jogos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 217 mil mortos e infetou mais de 3,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 860 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A Rússia regista quase 100.000 casos de pessoas que testaram positivo para o novo coronavírus e cerca de 5.000 mortos.

Por Lusa

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