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O jogador do Oviedo, onde foi colega dos portugueses Paulo Bento e Abel Xavier, caiu nas cataratas da ilha de Koh Samui e não resistiu aos ferimentos
O FUTEBOL eslovaco ficou mais pobre com a morte do internacional Peter Dubovsky, de 28 anos, principal figura da selecção que defrontou Portugal por duas vezes na fase de qualificação para o futebol português.
O malogrado jogador, que actuava no Oviedo – onde foi colega dos internacionais lusitanos Paulo Bento e Abel Xavier – faleceu na madrugada de quinta-feira, depois de cair de uma altura de 20 metros nas cataratas da ilha tailandesa de Koh Samui, situada a 366 quilómetros de Banguecoque, onde se encontrava a gozar férias na companhia da sua família.
Dubovsky não resistiu aos ferimentos provocados pela queda, isto apesar de ainda ter chegado com vida ao hospital de Surat Thani. Todavia, acabou por falecer em consequência de uma hemorragia cerebral e da perda de sangue provocada pelas fracturas da bacia e de várias costelas.
Segundo o médico tailandês Choomchoke, o acidente aconteceu ao meio-dia e meia (hora local) de quinta-feira, tendo o jogador sido operado perto da meia-noite. No entanto, os médicos nada conseguiram fazer e Dubovsky acabou por falecer, na mesa de operações, às 3.40.
De acordo com a legislação tailandesa, o corpo do futebolista ficará até segunda-feira no centro hospitalar, altura em que a sua família, que entretanto regressou a Ko Samui, o poderá reclamar.
"ENORME PERDA"
As reacções ao falecimento de Dubovksy não se fizeram esperar. Do Real Madrid, clube que representou duas épocas e onde atingiu maior projecção, o ex-vice-presidente Juan Onieva afirmou que se trata de ”uma enorme perda”. ”Foi um jogador muito querido pela nossa ’afición’”, considerou.
Radomir Antic, que este ano vai assumir o comando técnico do Oviedo, afirmou ser uma ”tragédia”. Já Eugenio Prieto, presidente do clube asturiano, lamentou emocionado, em conferência de imprensa, ”a partida de um amigo extraordinário”. Prieto disse ainda que pretende deslocar-se à Eslováquia para estar presente no ”último adeus” ao futebolista.
”Foi um dos melhores jogadores que dirigi em toda a minha carreira, tinha um coração que não cabia no corpo”, confessou Juan Manuel Lillo, técnico do Saragoça, que dirigiu o eslovaco em 96-97, altura em que treinou o Oviedo.
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