Evra confessa que foi vítima de abusos sexuais aos 13 anos. «Tentei afastá-lo, esmurrá-lo...»

Antigo internacional francês conta tudo na sua autobiografia intitulada 'I Love This Game'

O bem-humorado Patrice Evra, protagonista de vídeos divertidos no Instagram, contou na sua autobiografia intitulada 'I Love This Game' que foi vítima de abusos sexuais durante a adolescência. Tinha 13 anos. O antigo jogador francês, que vestiu a camisola de clubes como Monaco, Manchester United e Juventus, explica que o agressor era seu professor.

"Um professor, acreditando que eu estava a dormir, colocou as mãos debaixo dos cobertores e tentou tocar-me. Eu sabia que o que ele estava a fazer era errado, por isso tentei afastá-lo, esmurrá-lo... Ninguém disse palavra no escuro, mas ele estava a tocar-se e estava sexualmente excitado com o que estava a acontecer", contou o antigo futebolista, agora com 40 anos.

"Na última noite na casa do homem, quando ele sabia que eu ia voltar para a minha família, ele finalmente foi bem sucedido. Colocou o pénis na minha boca", relatou.

E prosseguiu: "Anos mais tarde, quando eu já jogava no Monaco, a polícia entrou em contacto comigo. Alguns miúdos tinham apresentado queixa dele e a polícia queria saber se ele tinha tentado fazer alguma coisa comigo. Como na altura já era famoso, tive medo das reações e por isso menti, disse que não. Perguntaram-se se tinha a certeza e respondi que sim. Vivi com essa mentira durante muitos anos e nem consigo explicar o quanto me arrependo."

Em entrevista ao jornal 'The Times', Evra voltou a abordar o assunto. "A minha mãe diz-me 'se não o processares, processo eu. Se ele ainda estiver vivo, vou matá-lo'. Há muita raiva. Sei que a minha mãe e as pessoas da minha família vão investigar e ver se ainda podem processá-lo. Mas eu enterrei esta história tão fundo que nem pensei em processos judiciais". Evra contou esta história à mãe há apenas duas semanas, quis que ela soubesse antes de o livro ser publicado.

"Viver com isto é um dos meus maiores arrependimentos porque eu podia ter ajudado muita gente. Estou farto desta masculinidade tóxica. Para o meu pai, chorar era sinal de fraqueza, mas quem chora não é fraco", assegura.





 
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