Ex-Schalke 04 julgado por fingir a própria morte para receber seguro de 1,2 milhões de euros

Desaparecido em 2016 voltou à Alemanha quatro anos depois

• Foto: DR
O ex-jogador do Schalke 04, Hiannick Kamba, está a ser julgado no Tribunal Regional de Essen, na Alemanha, por fingir a própria morte, de modo a receber um seguro de vida de 1,2 milhões de euros.

O congolês de 35 anos está acusado de uma suposta fraude, pois o Ministério Público acredita que o antigo futebolista fingiu a sua morte num acidente rodoviário, em 2016, apenas com o intuito de receber o dinheiro da companhia de seguros.

Ao que parece, à época, após uma análise completa dos factos, a indemnização milionária foi paga à mulher do jogador acusado. Graças a isto, também ela será julgada por estar envolvida na suposta fraude.

A acusação afirma que o casal assinou um seguro de vida em 2015, tendo inclusivamente tentado que o valor da indemnização fosse de cerca de quatro milhões. A seguradora recusou e acabou por ficar acordado o valor que um ano mais tarde foi entregue à mulher do jogador aquando da suposta morte de Kamba.

Em janeiro de 2016, o jogador que à época tinha 29 anos viajou até Kinshasa, capital do seu país e terra natal do jogador. Porém, o antigo futebolista nunca chegou ao destino e os seus amigos e colegas de equipa receberam a notícia de que o jogador tinha falecido num acidente de viação. Porém, em maio de 2020, de forma surpreendente, Hiannick Kamba... reapareceu. Qual a justificação que o jogador deu para isto? Rapto. O ex-Schalke garantiu à embaixada alemã no Congo que foi sequestrado na viagem, mantido preso durante quatro anos e que nada tinha que ver com o facto de a sua mulher ter cobrado a indemnização à seguradora.

Durante o julgamento, Kamba não quis falar sobre os pormenores do seu estranho desaparecimento, nem sobre a relação que tem com a mulher ou sobre o facto de ter ou não usufruído da indemnização. Já a companheira do jogador, também acusada, nada disse durante o julgamento. Segundo o jornal ‘Marca’, o advogado da mulher justificou a ausência de declarações com motivos emocionais: "Estava em choque quando recebeu a notícia da morte do seu marido e sentiu-se igualmente em choque quando apareceu vivo anos depois", contou.

A sentença do caso deverá ser conhecida em meados do próximo mês de novembro.
Por Record
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