Fábio Ferreira, futebolista e manobrador de gruas: «Deixo o trabalho se aparecer um clube profissional»

Português naturalizado australiano relata nova experiência a Record

Fábio Ferreira no seu novo local de trabalho
O Adelaide United foi o primeiro clube profissional de Fábio Ferreira na Austrália (2012 a 2015, 51 jogos e 13 golos)
Etapa no Central Coast Mariners durou três anos (2014 a 2017, 56 jogos e 15 golos)
Fábio Ferreira vestiu a camisola do Sydney em apenas 4 jogos (2017/2018)
Fábio Ferreira jogou uma época no Perth Glory (2018/2019, 13 jogos e 2 golos)
Fábio Ferreira no seu novo local de trabalho
O Adelaide United foi o primeiro clube profissional de Fábio Ferreira na Austrália (2012 a 2015, 51 jogos e 13 golos)
Etapa no Central Coast Mariners durou três anos (2014 a 2017, 56 jogos e 15 golos)
Fábio Ferreira vestiu a camisola do Sydney em apenas 4 jogos (2017/2018)
Fábio Ferreira jogou uma época no Perth Glory (2018/2019, 13 jogos e 2 golos)
Fábio Ferreira no seu novo local de trabalho
O Adelaide United foi o primeiro clube profissional de Fábio Ferreira na Austrália (2012 a 2015, 51 jogos e 13 golos)
Etapa no Central Coast Mariners durou três anos (2014 a 2017, 56 jogos e 15 golos)
Fábio Ferreira vestiu a camisola do Sydney em apenas 4 jogos (2017/2018)
Fábio Ferreira jogou uma época no Perth Glory (2018/2019, 13 jogos e 2 golos)

Fábio Ferreira jogava no Sertanense, então na 3.ª Divisão. Um palco discreto para quem fizera a formação no Sporting e, quando tinha 16 anos, já estava no Chelsea. Em 2011, o português decidiu mudar de vida. Viajou para a Austrália com a ideia de trabalhar no negócio da família em Sydney, deixando o futebol para segundo plano. Para não se desligar totalmente da grande paixão mantinha a forma no Dulwich Hill, dos escalões secundários australianos.

A qualidade saltou à vista naquele nível e, de forma natural, Fábio Ferreira conseguiu um período à experiência no Adelaide United, emblema da A-League, a 1.ª Divisão da Austrália. Ficou e iniciou aí uma caminhada por vários clubes do principal escalão. De 2012 a 2019, o extremo representou ainda o Central Coast Mariners, Sydney e Perth Glory. Pelo meio, em 2017, arriscou uma etapa no PKNS (Malásia).

O futebol encaminhou a vida de Fábio Ferreira quando este já procurava uma vida melhor fora dos relvados. Agora, o português, de 30 anos, enfrenta o cenário… ao contrário. Terminado o contrato com o Perth Glory no ano passado, o jogador continua à espera de uma oportunidade num clube profissional. E, enquanto não surge, arranjou ocupação fora do futebol.

"Estou a jogar no Sydney Olympic, uma equipa semiprofissional da 2.ª Divisão. O dono do clube tem uma empresa de máquinas de construção civil e eu pedi-lhe para me arranjar um emprego. Ainda estou a aprender, mas o objetivo é manobrar as gruas", explicou o jogador a Record.

"O clube até nem paga mal para o patamar em que está, mas o contrato é apenas de 6 meses. Deixo o trabalho se aparecer um clube profissional. Caso contrário, já estou a começar uma vida extra-futebol. Só tenho 30 anos, conto ter mais cinco no futebol, mas não apareceu nada", acrescentou o português.

Curiosamente, Fábio Ferreira até tem um estatuto desde janeiro que, pensava o jogador, podia ser um trunfo: tornou-se cidadão australiano. "Achei que me podia ajudar a arranjar clube. Fora do futebol não faz diferença, mas no futebol sim porque já não conto como estrangeiro", atirou.
 
Aconteça o que acontecer na carreira de futebolista, este português naturalizado australiano já tem uma ligação afetiva ao país da Oceânia. "Num emprego normal ganha-se mais do que em Portugal, mas o nível de vida também é mais caro. No futebol é como aí, depende do clube e do jogador. Gosto da vida na Austrália e o clima é parecido com o de Portugal", reforçou Fábio Ferreira a Record.

Por David Novo
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