Fábio Sturgeon: «Ia dando em maluco fechado em 4 paredes»

Avançado partilha balneário com Vítor São Bento e confessa que a quarentena foi difícil

• Foto: Direitos Reservados

Fábio Sturgeon e Vítor São Bento já regressaram aos treinos em conjunto pelo Xanthi, atual 12º da Superliga grega. Os testes de despiste à Covid-19 ao plantel deram todos negativos e agora sobe a expectativa pela decisão do Governo sobre o regresso à competição. "Agora é altura de dar ao pedal", começou por referir o avançado português, de 26 anos. "Começámos em grupos de sete, na passada 2ª feira, agora já treinamos com o plantel junto. Foi muito boa a sensação de voltar a ver os meus colegas e tocar na bola, que é a maior felicidade para nós, jogadores", frisou.

Para trás ficou uma quarentena que ia deixando Sturgeon "maluco". "Gosto de ter um espaço próprio para treinar, não gosto de treinar em casa. Com a minha filha pequena, a minha cadela sempre a andar em cima de mim... ia dando em maluco fechado em quatro paredes. Mas tínhamos de manter a forma, mesmo não sabendo se vai haver liga", reconheceu, expectante para o resto da época. "Fomos castigados em 12 pontos, ficámos a um da descida. Estava a época ‘feita’ mas agora é encarar cada jogo como uma final", lembrou o extremo, que procura um novo desafio. "Tenho contrato com o Feirense por mais uma época mas os meus empresários estão a trabalhar para encontrar uma solução. Não quero continuar na Grécia, não achei o campeonato interessante", finalizou.

São Bento nunca parou treinos No Xanthi milita igualmente Vítor São Bento, que confessou nunca ter parado de treinar, em casa como em campo. "O centro de estágio do clube dispõe de sete relvados, pelo que foi possível continuar a treinar sem nos cruzarmos", referiu o guardião, de 27 anos, que deseja o regresso do campeonato. "Até 18 de maio vai haver uma decisão do governo grego, mas já há indicações para os jogadores estrangeiros regressarem", lembrou. "A maior parte dos clubes está a fazer força para o regresso da competição, à exceção do Panionios, do PAOK e Panathinaikos", garantiu.

Os números que permitiam ir à rua

A quarentena na Grécia foi rigorosamente cumprida pelos dois portugueses, que tinham de informar o clube sempre que saíam de casa, como explicou Vítor São Bento. "Enviávamos uma mensagem com números, conforme o motivo. O 1 era para trabalhar, o 2 supermercado, o 3 funeral ou casamento, o 4 ajudar outra pessoa, o 5 ir ao banco e o 6 fazer exercício ou passear o cão, isto durante três semanas. Fui parado duas vezes pela polícia, tinha de mostrar o telemóvel com a mensagem de OK", explicou o guardião. E se não houvesse mensagem? "Uma multa de 150 euros..."

Por Francisco Laranjeira
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