Federação da Palestina nega convite e recusa jogo de sub-15 com Israel

Organismo recordou os mais 1.000 futebolistas assassinados por forças israelitas

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Palestina recusa jogo contra Israel
Palestina recusa jogo contra Israel • Foto: Lusa/EPA
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A Federação Palestina de Futebol (PFA) negou esta 5.ª feira ter recebido qualquer convite da FIFA para disputar um jogo simbólico de sub-15 contra a seleção de Israel, entendido com uma "iniciativa de branqueamento desportivo" face aos "crimes" israelitas.

"A PFA rejeita categoricamente qualquer tentativa de promover ou impor jogos com uma potência ocupante que ataca sistematicamente os atletas e a infraestrutura desportiva palestiniana", vincou o organismo, nas suas redes sociais, lembrando os "mais de 1.000 jogadores assassinados" por Israel nos últimos três anos.

Alguma imprensa internacional deu eco de supostas intenções da FIFA de juntar as seleções sub-15 da Palestina e de Israel no âmbito de uma nova competição masculina deste escalão, nos Estados Unidos, em setembro, e para o qual serão convidadas todas as 211 federações nacionais de futebol, incluindo a Rússia, que tem estado arreada de participações internacionais devido à invasão à Ucrânia.

"As nossas prioridades são claras: justiça, prestação de contas e proteção dos atletas palestinianos", em conformidade com os estatutos da FIFA e os princípios da Carta Olímpica, sublinha a PFA, que negou, de forma "clara e inequívoca", ter recebido qual proposta oficial do organismo que rege o futebol mundial.

Em abril, em Vancouver, no Canadá, durante o 76.º congresso da FIFA, o presidente Gianni Infantino, em palco com representantes das federações palestina e israelita, falou da ideia da nova competição.

"Aproxima-se um belo torneio de sub-15, para o qual convidaremos os 211 países, todas as crianças do mundo, façamo-lo por isso. Trabalhemos juntos. Contam com o meu compromisso, contam com o apoio de todos", disse Infantino ao dirigente da federação israelita (IFA) Basim Suliman e ao presidente da federação palestina, Jibril Rajoub, que se recusou a fotografar-se ou a apertar a mão do seu homólogo.

Já a FIFA assumiu, segunda-feira, estar "mais disposta do que nunca a usar o futebol como instrumento para promover a normalização e a paz", com as "mãos sempre abertas para um futuro melhor para todos", manifestando o desejo de encontrar um "parceiro corajoso do outro lado".

"Continuamos a exigir que Israel responda pelas suas violações das normas desportivas internacionais. O futebol não pode existir à margem da realidade no terreno", respondeu a federação da Palestina, garantindo que, "nas circunstâncias atuais", rejeita categoricamente a proposta.

Domingo, o Ministério da Saúde de Gaza informou que o número de palestinos mortos por Israel nos últimos três anos já superou os 73.000, em resposta ao ataque do Hamas em 07 de outubro de 2023 ao sul de Israel, que resultou em 1.200 mortos e 251 reféns.

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