FIFA acusada de não investigar Eto'o: antigo craque suspeito de desviar mais de 500 mil euros vindos da Rússia

Presidente da federação dos Camarões é visto como um dos principais aliados de Gianni Infantino nas eleições de 2027

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Samuel Eto'o acusado de desviar fundos
Samuel Eto'o acusado de desviar fundos • Foto: AP
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Samuel Eto'o está a enfrentar acusações graves de desviar fundos da Federação Camaronesa de Futebol (Fecafoot) e há suspeitas de que a FIFA tenha feito visto grossa ao processo. De acordo com o 'The Times', o antigo craque e presidente do organismo é suspeito de ter recebido na sua conta pessoal mais de 500 mil euros vindos da Rússia, após um particular entre as seleções dos dois países em outubro de  2023.

Segundo o mesmo jornal, que teve acesso a faturas e contratos, foram realizados dois pagamentos, um de 455.056 euros e outro de 112.514 euros, para uma conta do antigo avançado num banco qatari (Qatar National Bank). Agora, antigos dirigentes da Fecafoot afirmam que desconhecem o paradeiro desse dinheiro.

"Que eu tenha conhecimento, não existem provas contabilísticas ou bancárias que demonstrem que os fundos pagos para a conta pessoal de Samuel Eto’o no Qatar tenham sido posteriormente transferidos para uma conta oficial da Fecafoot ou registados na sua contabilidade. Nem a Fecafoot nem Samuel Eto’o negaram a existência ou a autenticidade destas transações, dado que os documentos são comprometedores", acusa Guibai Gatama, antigo membro da direção da federação do país, em declarações ao 'The Times'.

E onde entra a FIFA no processo? Ora, Gatama aponta o dedo à organização que rege o futebol mundial de não ter investigado Eto'o por este ser um dos maiores aliados de Gianni Infantino no continente africano.

"Os agentes do futebol camaronês interpretam o silêncio da FIFA como um apoio político e institucional a Samuel Eto’o. Esta perceção é reforçada pela relação próxima que ele exibe publicamente com Gianni Infantino e pelo apoio institucional que continua a receber, nomeadamente através do projeto FIFA Forward Enterprise (FFE). Quando acusações tão graves e documentadas quanto estas não resultam em nenhuma investigação visível, enquanto o dirigente em questão continua a ser promovido publicamente pela FIFA, torna-se legítimo falar em proteção", afirma o ex-dirigente, que garante que a FIFA foi alertada em tempo útil da situação.

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