FIFA: Al-Hussein confiante que China receberá um dia o Mundial

País "é vital para o futuro do futebol"

• Foto: FIFA

O príncipe jordano Ali Bin Al-Hussein, um dos cinco candidatos à presidência da FIFA, afirmou numa entrevista publicada este domingo que a China é vital para o futuro do futebol e que um dia vai "sem dúvida" organizar um campeonato do mundo.

"O futebol chinês está a avançar na direção certa e, sem dúvida, que um dia [a China] organizará um campeonato do mundo", afirmou em entrevista ao jornal South China Morning Post, de Hong Kong, em que fala ainda sobre a crise "sem precedentes no desporto moderno" que a FIFA enfrenta, insistindo que se trata de "uma crise de liderança".

Ali, derrotado nas eleições do ano passado por Sepp Blatter, explicou que voltou a candidatar-se à liderança da FIFA porque "o futebol merece ser governado por uma organização digna do desporto mais global".

"Precisamos de mudar a cultura a partir de cima", de "uma liderança responsável que estabeleça um exemplo a seguir", acrescentou.

E, neste sentido, não hesita em procurar o apoio chinês, destacando a importância do gigante asiático, onde o número de adeptos tem aumentado, apesar de nem a sua liga nem a sua seleção nacional estarem à altura da crescente popularidade do futebol.

"A China merece uma FIFA que a ajude a construir uma liga que atraia os melhores jogadores no seu melhor momento", disse.

Ali Bin Al-Hussein também destacou as medidas tomadas pelo Presidente chinês, Xi Jinping, para cortar pela raiz a corrupção no futebol naquele país e para promover a formação de jovens e o ensino deste desporto nas escolas.

O príncipe jordano disse ainda que um eventual Mundial de futebol na China não desencadearia críticas por causa da situação dos direitos humanos no país, ao contrário do que sucede com o Qatar, que prepara a organização do Mundial de 2022.

"Com os procedimentos corretos, as devidas diligências e um processo transparente de candidaturas não haverá manchetes negativas", afirmou.

"A China já acolheu, com êxito, uns Jogos Olímpicos [2008] e organizaria um Mundial com sucesso e à altura", insistiu o presidente da Federação de Futebol da Jordânia que concorre às eleições para a presidência da FIFA, agendadas para 26 de fevereiro, a par do francês Jérôme Champagne, do suíço Gianni Infantino, de Salman bin Ebrahim Al Khalifa, do Bahrein, e do sul-africano Tokyo Sexwale.

O futebol só foi profissionalizado na China no início da década de 1990, quando a liderança do partido comunista chinês aboliu o sistema de "planificação central", típica dos regimes comunistas, e adotou um novo modelo, chamado "economia de mercado socialista".

Duas décadas mais tarde, a China tornou-se a segunda economia mundial, a seguir aos Estados Unidos, mas figura em 82.º no 'ranking' da FIFA, atrás de muitas pequenas nações em vias de desenvolvimento.

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