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Francis Koné: «O meu ídolo e herói é o Ronaldo»

Avançado togolês gostava de conhecer antigo avançado brasileiro

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Francis Kone salva a vida do guarda-redes adversário
O togolês Francis Koné, que passou pelo Olhanense entre 2013 e 2015, faz questão de desvalorizar o feito heróico de que foi protagonista no sábado, quando a sua rápida intervenção impediu o guarda-redes adversário, Martin Berkovec, de sufocar na sequência de um violento choque com um companheiro de equipa durante o jogo entre o Slovacko, equipa do avançado, e o Bohemians 1905, a contar para o campeonato checo.

"O guarda-redes escreveu uma mensagem para me agradecer, o pai dele veio falar comigo ainda nos balneários e muitas pessoas do Bohemians também disseram obrigado. Mas não penso que seja um herói. Isto faz parte do meu trabalho. Para mim, como um ser humano é normal ajudar o outro", salientou em declarações ao site brasileiro 'UOL Esporte' esta segunda-feira.

"Sempre que entro em campo, a primeira coisa que penso é no respeito ao próximo, à camisola que visto, ao adversário e ao fair play. Os três pontos e a bola são apenas coisas materiais. A vida é muito mais importante. Sei que minha imagem está a correr o Mundo, muitos jornalistas estão a querer falar comigo. Mas eu digo: é algo normal. Agradeço a Deus e a Jesus", acrescentou Koné.

Fã do brasileiro Ronaldo 

Chegado ao Olhanense em 2013, o avançado togolês apenas efetuou cinco jogos oficiais pelo clube algarvio na 1.ª Divisão - sempre como suplente utilizado, chegou a defrontar o FC Porto e o Benfica. Antes, Francis Koné já tinha passado pelos campeonatos da Costa do Marfim, da Tailândia, da Libéria e de Omã. De então para cá, ainda jogou na Argélia e na Hungria até chegar à República Checa.

Em declarações ao 'UOL Esporte', o atacante de 26 anos confessou ser um fã incondicional do brasileiro Ronaldo. "O meu ídolo e herói é o Ronaldo. Mas o Ronaldo Nazário, hein? Não o Cristiano Ronaldo", referiu, bem-disposto, acrescentando que no Mundial'2002 cortou o cabelo para imitar o antigo goleador canarinho e que os amigos passaram mesmo a chamar-lhe... Ronaldo.

"Tinha muitas fotos dele. Os meus amigos em África só me chamavam assim. O meu sonho é conhecê-lo um dia", salientou Koné, que conta apenas com duas internacionalizações pelo Togo.

Racismo em Portugal

Francis falou ainda do problema do racismo, com o qual tem convivido ao longo da carreira, embora sem lhe dar grande importância. "Não é fácil para jogadores negros do Brasil ou de África. Estas coisas acontecem. Gritam macaco, insultam e fazem de tudo para nos desestabilizarem. Ouvia cada coisa em Portugal. Mas para mim racismo não existe. Isso é uma coisa de pessoas ignorantes", concluiu.
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