Freddy Adu: «Tive a oportunidade de jogar numa grande equipa como o Benfica»

Lamenta falta de oportunidades na Europa mas diz que não é tarde

• Foto: Instagram de Freddy Adu

Freddy Adu não se dá por vencido e diz que desistir não é o termo. O internacional norte-americano atua neste momento nos Tampa Bay Rowdies, do segundo escalão dos Estados Unidos, e assume que tudo o que aconteceu na sua carreira profissional "demasiado depressa", tal como quando o compararam a Pelé com apenas 14 anos. "Tenho apenas 26 anos. Tive alguns períodos difíceis na minha carreira. Tive também alguns grandes momentos. Ao fim ao cabo, não posso controlar o que as pessoas dizem. Não foi por minha decisão que fui comparado a Pelé quando cheguei à Liga [norte-americana]", apontou numa longa entrevista ao site Goal esta quinta-feira.

Em 2007, aterrou em Lisboa para jogar pelo Benfica, na primeira experiência que teve no velho continente. O avançado canhoto garante que tinha um sonho mas acabou por nunca o concretizar depois de ter tido essa possibilidade enquanto esteve ligado aos encarnados.

"O meu sonho era regressar e jogar a Liga dos Campeões e também jogar numa grande equipa, e tive essa oportunidade pelo Benfica. Na minha cabeça sinto que os treinadores europeus não respeitam a MLS (Major League Soccer). Pensei que indo para a Europa - até para uma liga inferior - seria melhor do que estar na MLS, mas correu mal", começou por indicar, passando por enunciar casos dessa frustração. "Estava à procura de algo. Sempre foi o meu sonho fazer algo na Europa. Pensei que indo para esses clubes e cidades obscuros da Europa, jogando bem por lá, poderiam conceder-me a oportunidade de o fazer em ligas melhores. Mas o pensamento de vingar na Europa não se concretizou."

Carreira não acabou

Para Adu ainda não é tarde demais. O jogador de ascendência ganesa, que em Portugal envergou as camisolas de Benfica e Belenenses, assume que levou boa parte da carreira a fazer algo não devia mas que ainda vai a tempo de se reerguer futebolisticamente falando.

"Olho para trás, para estes últimos anos, e gastei muito do tempo, gastei anos da minha carreira, e não dediquei o tempo que devia ao desporto. É tempo perdido. Sorte a minha que comecei tão cedo que esse tempo desperdiçado não significa que tenha agora 33 ou 34 anos, sendo demasiado tarde agora para mim. Tenho só 26 anos e posso mudar e corrigir as coisas que fiz mal e é nisso em que estou preocupado agora."

Por Flávio Miguel Silva
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