Harder e a homossexualidade no futebol: «Espero que um jogador no ativo tenha essa coragem»
Avançada dinamarquesa recorda beijo que marcou Mundial feminino de 2019
A imagem correu o Mundo no ano passado, durante o mundial feminino de futebol. O beijo de Magdalena Eriksson e Pernille Harder foi visto como sinónimo de igualdade e tolerância e quase um ano depois uma das protagonistas volta a comentar o tema da homossexualidade, puxando também para a vertente do futebol masculino.
"As reações (à imagem do beijo) foram na maioria positivas, muitos escreveram-nos a dizer que os tínhamos encorajamos a revelar a sua orientação sexual. A pouco e pouco, percebemos que podemos usar a nossa reputação nesta causa", afirmou a avançada dinamarquesa Pernille Harder em entrevista à ELFEN, apelando a que o mesmo aconteça no futebol masculino: "Espero que um jogador no ativo tenha a coragem de afirmar a sua homossexualidade, porque certamente existem esses jogadores".
Harder fala em preconceitos 'desatualizados' no futebol masculino e que a situação no futebol feminino é bem diferente, questionando-se o porquê dessa diferença de comportamentos: "Por que é que a homossexualidade é aceite no futebol feminino, quando não o é no masculino? Gostaria que todos pudessem lidar abertamente com a homossexualidade. A cultura no futebol masculino é retrogada, está desatualizada, e a resposta seria diferente. Mas porquê?"
Pernille Harder e a namorada Magdalena Eriksson jogam ambas no Wolfsburgo.