Higuaín recorda carreira no Real Madrid: «Marquei 26 golos mas contrataram o Kaká e o Benzema»

Avançado argentino lembra passagem pelos merengues e fala sobre uma possível ida de Messi para a MLS

• Foto: USA Today Sports

Gonzalo Higuaín, avançado do Inter Miami mas com passagens marcantes por clubes como Real Madrid, Nápoles ou Juventus, recordou, em entrevista à 'ESPN Fútbol 360', os primeiros tempos que viveu na formação merengue, garantindo que "foi difícil entrar no Bernabéu aos 18 anos", principalmente com a concorrência que tinha na sua posição. O argentino abordou ainda um possível regresso à seleção e uma eventual ida de Messi... para a MLS.

"Com o Benzema foi uma competição muito saudável, mas tínhamos que dar o máximo. No ano em que chega o Cristiano [2009], ele marca 27 golos e eu 26. No mercado seguinte, entraram Kaká e Benzema. Agora digam-me quantos golos eu precisava de fazer... o Karim [Benzema] chegou, e trouxemos a melhor versão um do outro. É um '9' tremendo", começou por elogiar, antes de lembrar um momento feliz: a estreia com a camisola da formação espanhola, com apenas 18 anos.

"Eu não ia para a primeira equipa do Real quando cheguei. Eles queriam comprar-me e deixar-me na equipa B. Havia também a possibilidade de me emprestarem. O meu pai disse-me no avião: 'a única coisa que te peço é que não tenhas medo. Respeito sim, medo nunca'. Essa frase ficou comigo. Quando cheguei, treinei com a primeira equipa e no segundo treino o Capello disse-me: 'ficas connosco'. Três ou quatro dias depois, fiz a estreia a titular na Taça do Rei".

O avançado argentino recordou ainda a história que fez no Bernabéu, garantindo que só "deu valor" com o "passar dos anos". "Não esperava jogar seis meses no River Plate e ir logo para o Real Madrid. Esperava jogar uns dois anos no River, jogar a Libertadores, e depois dar o salto para a Europa. Ficar no Real foi muito difícil, é difícil entrar no Bernabéu aos 18 anos. Quando estás no momento, não dás valor, mas agora com o passar dos anos vejo-me como um dos melhores marcadores da história do clube e isso surpreende-me. Agora penso que o que fiz foi incrível. Sonhava jogar na Europa, mas não imaginava ter a carreira que fiz".

Com 33 anos, regressar à seleção argentina não é uma hipótese. "Não vejo como voltar, foram muitos anos de desgaste. A minha cabeça está completamente desligada. Estou noutra fase da minha vida, pouco me resta. Quero fazer tudo pela minha filha. Hoje a prioridade é a minha família. Não mudo por nada deste mundo, apenas quero ver a minha filha sorrir".

Agora, no Inter Miami, Higuaín atua lado a lado com o irmão Federico. "Dividir o campo com ele é o melhor cenário possível. O futebol afastou-nos e voltou a unir-nos novamente. Viver na mesma cidade com o meu irmão e o meu sobrinho é muito bom. Os meus sobrinhos não me veem como um tio, mas sim como jogador. Jogar com ele é tremendo. Um dia antes da minha mãe falecer, ele fez-me a assistência e eu marquei um golo, e ela viu tudo. Parecia escrito. Era o maior sonho dela, ver aquilo".

O ponta-de-lança terminou abordando uma possível ida de Messi para a MLS. "Não me metam em apuros... Não faço ideia do que pode acontecer com Messi. Tenho mais um ano de contrato aqui, e acho que o Leo assinou dois ou três anos com o PSG".

Por Record
2
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Internacional

Notícias

Notícias Mais Vistas