Infantino cada vez mais só: federações da UEFA começam a retirar apoio formal ao presidente da FIFA
Cartas já começaram a ser enviadas
O escândalo dos últimos dias está a deixar Gianni Infantino cada vez mais isolado e com a reeleição em risco. De acordo com o jornal 'The Guardian', muitas federações já estão a pensar revogar o apoio formal que já tinham manifestado ao presidente da FIFA. 52 das 55 federações da UEFA tinham enviado cartas a apoiar mais um mandato mas com a confusão que surgiu consideram que agora não há condições para manterem essa confiança. Na altura, só Alemanha, Roménia e Noruega não tinham data voto de confiança.
A Sky News anuncia esta segunda-feira que a Federação de Inglaterra decidiu retirar já o apoio, o que já havia acontecido com o País de Gales, que já tornou a decisão oficial, e a Roménia.
As eleições estão marcadas 18 de março de 2027. O prazo para apresentação de candidaturas decorre até 18 de novembro.
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Recorde-se que a UEFA ameaçou Gianni Infantino com uma ação legal e avisou o dirigente suíço que não pode destruir quaisquer provas relacionadas com o seu plano de venda do Mundial.
"O presidente [Infantino] e a FIFA estão obrigados a tomar medidas imediatas para identificar, localizar e preservar todos os documentos e informações armazenadas eletronicamente descritos neste aviso que estejam na sua posse, custódia ou controlo, ou da FIFA. Estas obrigações surgem independentemente de qualquer política interna de retenção mantida por si ou pela sua organização e sobrepõem-se a quaisquer políticas de rotina de destruição ou eliminação de documentos que de outra forma seriam aplicáveis. A UEFA – bem como outras confederações, associações-membro da FIFA e intervenientes do futebol – condenou veementemente o plano da FFE [FIFA Forward Enterprise] nos termos mais duros possíveis, por ser fundamentalmente incompatível com a adequada governação do futebol. Dado que se prevê com razoável certeza a instauração de processos judiciais, está obrigado a preservar todo o material relevante com efeito imediato", lê-se na carta enviada pela UEFA a Infantino, divulgada pelo "Telegraph'.
A mesma publicação revelou que o organismo que rege o futebol europeu endereçou a mesma ameaça a Joshua Kushner, Greg Maffei, à JP Morgan e à OpenEconomic, todos envolvidos no negócio delineado pelo presidente da FIFA.