Infantino volta ao 'caso Balogun': «Curioso que os países que aplicam estas práticas sejam os que mais criticam»

Presidente da FIFA partilhou uma longa mensagem no Instagram sobre o Mundial'2026

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Gianni Infantino
Gianni Infantino • Foto: LUSA_EPA
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O presidente da FIFA, Gianni Infantino, partilhou uma longa mensagem sobre o Mundial'2026, que terminou no dia 19 de julho com a Espanha a sagrar-se campeã após vencer a Argentina por 1-0 na final. Infantino abordou o 'caso Balogun' sem poupar nas palavras, afirmando que os países que criticaram a decisão da suspensão do castigo são os primeiros a adotar as mesmas práticas nas suas próprias ligas. 

"De facto, decisões de arbitragem 'discutíveis' ou deliberações disciplinares 'estranhas', tais como, por exemplo, cartões vermelhos ou amarelos potencialmente errados ou decisões subsequentes de não suspender jogadores em certas situações, são rotineiras e amplamente aceites em algumas das maiores ligas do mundo. É curioso que os países que aplicam estas práticas sejam os que mais criticam", frisou Infantino na sua conta de Instagram. 

O líder da FIFA sublinhou ainda que não existiu qualquer problema com a seleção iraniana, apesar do cenário de conflito com um dos países anfitriões do torneio e das várias polémicas que surgiram. "O Irão entrou nos Estados Unidos sem incidentes nem conflitos. Enquanto vocês espalhavam ódio, nós trabalhámos incansavelmente para unir dois países em guerra. O futebol é maior do que o ódio e a discriminação", referiu. 

Infantino respondeu também às críticas sobre os vistos de entrada que não foram concedidos para a competição: "Países a enfrentar graves problemas de saúde ou outros desafios receberam vistos. Vocês mencionaram as poucas pessoas a quem foram recusados vistos e ignoraram os milhões que foram aprovados, de todas as partes do mundo".

A fechar, o presidente da FIFA deixou uma mensagem dirigida a quem criticou a organização do torneio. "Para aqueles que gastam o seu tempo e energia a odiar-nos, por favor tirem um momento para refletir, meditar, rezar ou assistir a um jogo de futebol e observar verdadeiramente os rostos, os olhos, as emoções", concluiu.

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