Irlanda do Norte: Lealdade cada vez mais rara

Técnico Ronnie McFall deixou o Portadown após mais de 29 anos

• Foto: DR Record

Os nomes de Ronnie McFall e do modesto Portadown, da Irlanda do Norte, pouco representam no moderno futebol dos milhões de euros e dos jogadores transformados em estrelas internacionais. Mas o fim da relação de mais de 29 anos entre o treinador e o emblema evidenciam uma tendência desta nova fase do desporto-rei, em que o dinheiro fala cada vez mais alto e a pressão por resultados é sempre maior: já não há espaço para longos relacionamentos entre as equipas e os seus timoneiros.

McFall, de 70 anos, passou o ‘posto’ de treinador há mais tempo num clube europeu a Arsène Wenger, que está no Arsenal desde 1996. Mas o francês é um herói da resistência nesta nova realidade. Basta analisar as demais equipas que ainda lutam com os gunners pela Champions. Dos 16 técnicos nos ‘oitavos’, o argentino Simeone, contratado em 2011, é o segundo mais antigo no emprego. Entre os outros, um assumiu o cargo em 2012, quatro em 2013, cinco em 2014, dois em 2015 e outros dois em 2016, já a meio da época. O futebol dos milhões tem inegáveis atrativos para os adeptos. Mas há quem ainda preze as relações afetivas, cada vez mais uma rara memória ligada ao passado.

Por Mamede Filho
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