Jair Bolsonaro dá aval à organização da Copa América

Presidente não liga à chuva de críticas que se tem feito sentir desde que o Brasil se disponibilizou para organizar a prova

AFIRMATIVO. Jair Bolsonaro dá luz verde à Copa América
AFIRMATIVO. Jair Bolsonaro dá luz verde à Copa América • Foto: REUTERS

Jair Bolsonaro não liga à chuva de críticas que se tem feito sentir desde que o Brasil se disponibilizou para organizar a Copa América, dando o aval governamental para que a prova tenha lugar (entre 13 de junho e 10 de julho) no país. “Fui instado no dia de ontem [anteontem] pela Confederação Brasileira de Futebol . Conversei depois com todos os ministros interessados. Da nossa parte, positivo! No que depender de mim e de todos os ministros, inclusivamente o da Saúde [Marcelo Queiroga], está acertado, haverá Copa América! Portanto, caso encerrado!”, atirou o presidente do Brasil.

A pandemia da Covid-19 tem sido particularmente violenta no Brasil, país que regista mais de 463 mil mortes devido à doença. Muita gente tem vindo a demonstrar publicamente o desacordo com a organização da Copa América, claro. “O que era para ser um evento desportivo começa a parecer um confronto político. Não sou médico nem cientista. Mas ouvi muitos hoje. E quem é que corre o risco? É a nossa saúde. A saúde pública da América. Peço a Deus que alguém tenha uma crise de bom senso e que esta loucura não aconteça”, disse Galvão Bueno, apresentador de um programa televisivo, enquanto Walter Casagrande, antigo jogador do FC Porto, vincou: “Isto é uma das coisas mais absurdas. Ele é o presidente do país e, como tal, deveria proteger o povo e não colocá-lo à mercê do vírus.” Por outro lado, em entrevista à SporTV Brasil, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo, lança um alerta. “Toda a gente sabe que o ambiente é controlado e que existe um protocolo rígido. Porém, o maior problema são as viagens”, avisou.

Relator lança apelo a Neymar

Renan Calheiros, relator da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, criticou a realização da Copa América no Brasil e chegou mesmo a fazer um apelo a Neymar, a mais cintilante estrela da seleção. “Neymar! Quero dirigir-lhe uma palavra. Não concorde com a realização da prova no nosso país. Não é este o campeonato que precisamos agora de disputar. Precisamos, isso sim, de disputar o campeonato da vacinação. É este o campeonato que precisamos de ganhar. E você precisa de marcar golos para que o resultado seja alterado”, afirmou.

FIFPro apoiará quem desistir

A FIFPro, organização que representa os jogadores profissionais de futebol a nível mundial, mostrou-se bastante preocupada com toda esta situação e, através de um comunicado, revelou-se disponível para apoiar quem queira desistir de participar na Copa América, reagendada da Argentina para o Brasil. “O anfitrião alternativo está a lidar com um número alarmante de casos de Covid-19. Nas atuais circunstâncias, a FIFPRO apoiaria totalmente qualquer jogador que decidisse desistir do torneio por razões de saúde e segurança”, lê-se no documento.

Por Nuno Pombo
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