Jesualdo: «Zamalek não é uma aventura»

"É o amor pelo futebol, pelo trabalho. Foi esta paixão que me manteve vivo"...

Jesualdo: «Zamalek não é aventura»
Jesualdo: «Zamalek não é aventura» • Foto: PEDRO SIMÕES
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Aos 68 anos, Jesualdo Ferreira dá um novo passo na carreira. O técnico português partiu esta sexta-feira rumo ao Egito, para assumir o comando do líder do campeonato, o Zamalek.

Na mala leva experiência para dar e vender. Na longa carreira de treinador – cerca de 40 anos - o técnico já passou por vários emblemas internacionais. Foi selecionador de Angola, esteve no comando técnico do Bordéus como adjunto, passou ainda pelo FAR Rabat, os espanhóis do Málaga e por fim o Panathinaikos da Grécia.

Para o técnico o convite surgiu em boa hora. “Estava há um ano parado e havia decisões na minha vida que tinha que tomar e uma delas consistia em saber se ia acabar a minha carreira. Ao parar eu pensava que era mais fácil controlar mas afinal acabou por não ser. Ganhou o futebol e ganhou a minha vontade de continuar a trabalhar”, confessou o treinador que aceitou a proposta para assumir o comando do emblema egípcio por apenas seis meses.  “Não é uma aventura. Estamos a falar de um dos maiores clubes de África, juntamente com o Al-Ahly, num país agitado o que por si só torna a experiência interessante. Também temos boas hipóteses de  ganhar um titulo, mas acima de tudo aquilo que me levou a aceitar este convite foi a minha vontade de voltar a treinar”, disse confiante.

Jesualdo parece não querer pensar sequer na hipótese de se reformar. Imbuído num espirito jovem o técnico confessa deixar-se mover pelas paixões, mas não por qualquer uma. “É o amor pelo futebol. O amor pelo trabalho e a paixão que tenho pelo jogo.  Foi isso que me manteve vivo durante estes anos todos e que não gostaria de largar da forma como aconteceu”, confessou.

No Egito...sem facilidades 

Jesualdo chega um mês depois de Jaime Pacheco ter abandonado o Zamalek – o português demitiu-se no início de janeiro, na sequência de desentendimentos com o presidente do conjunto egípcio- mas espera encontrar um cenário favorável. “Não consegui falar com o Jaime, mas aquilo que conheço dele sei que o para conseguir o que fê-lo com trabalho e pertinência e acima de tudo com muita honestidade e é isso que vamos fazer também”, garantiu.

E a verdade é que Jesualdo terá uma difícil tarefa pela frente. O começo promete ser agitado pois terá apenas 24 horas para conhecer a equipa e prepara-la para um grande encontro. É já no domingo que o Zamalek entra em ação para o campeonato e logo diante do 2.º classificado, o ENPPI. Falhar está fora de questão. “É preciso ser muito rápido a conhecer os jogadores, a equipa e o ambiente. Eu e os meus adjuntos vamos trabalhar sem descanso nestes próximos dias de forma a garantir a estabilidade da equipa e de forma a podermos passar também as ideias que temos”, afirmou sorridente.

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