Jonathan Barnett: «Há mais antigas pessoas da FIFA na prisão do que empresários»

Líder da ICM Stellar Sports considera "ilegais" as imposições da FIFA e fala de uma "guerra"

• Foto: Ricardo Jr
A ICM Stellar Sports inaugurou, esta manhã, as suas instalações em Portugal, concretamente na cidade do Porto. À margem do evento, Record conversou com Jonathan Barnett, o responsável máximo da empresa de agenciamento, responsável pelas carreiras de Bale, Grealish, Camavinga, José Fonte, entre outros.

Barnett considera que está a decorrer "uma guerra" entre o mundo dos empresários e a FIFA, na sequências das medidas definidas pelo organismo no sentido de regulamentar as operações dos agentes, sendo uma delas o estabelecimento  de um limite para comissões.

"São ilegais. Não consultaram realmente ninguém, ninguém veio falar comigo propriamente. O Jorge [Mendes], eu e o Mino Raiola. Éramos os três maiores agentes, nenhum homem da FIFA alguma vez esteve nos nossos escritórios para perceber o que realmente faz um agente. Não fazem ideia, isto é feito só para publicidade para o senhor Infantino dizer que o fizeram e para arranjar votos e tirar pressão da FIFA", apontou o empresário, no ramo há 30 anos.

"Penso que há mais antigas pessoas da FIFA na prisão do que agentes, posso estar errado, mas não me parece. Na verdade, penso que não há nenhum empresário de futebol na prisão. Penso que há mais – e mais acusações pelo caminho – pessoas da FIFA. Não sei quem é que pensam que são. Mas tem de haver regulamentação e novas regras", admitiu Jonathan Barnett.

"Quanto uma pessoa ganha não é critério para se ser um bom ou mau agente. A FIFA não está na posição de fazer isso e o que propõe é ilegal. Será uma guerra, custará muito dinheiro para ambas as partes e será muito mau para o futebol. Estamos preparados para ir à luta, custe o que custar. Uns milhões de libras… Pode acabar facilmente, se a FIFA disser 'ok, estamos preparados para falar convosco propriamente'. Consultando as pessoas. Chegar com uma lista de regras e apresentá-la não é consultar as pessoas. É o que fazem. Quero discutir com eles como deve ser, e chegar a regras com as quais todos possam viver e compreender", comentou.
Por André Gonçalves
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