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Jorge Jesus: «Apenas um adepto do Benfica me chamou traidor numa bomba de gasolina»

Jorge Jesus vincou, na entrevista dada à Sport TV, que o futebol lhe proporciona uma grande felicidade e que essa não se mede apenas financeiramente

Jorge Jesus
Jorge Jesus • Foto: DR Record

Jorge Jesus vincou, na entrevista dada à Sport TV, que o futebol lhe proporciona uma grande felicidade e que essa não se mede apenas financeiramente, dando o exemplo da sua infância.

"O futebol é uma das forças da minha felicidade. Vocês vão-me dizer "mas não pões à frente a família?" Eu costumo dizer isso muito aos meus jogadores. Para a nossa família ser feliz, o primeiro passo é a nossa atividade profissional. Se eu não tiver uma atividade profissional que consiga suportar a felicidade da minha família, a minha família não é feliz. Como eu, na minha atividade, consigo ter capacidade para poder-lhes dar a felicidade de ter opções que antes não tinham... a felicidade não se mede financeiramente. Na minha infância os meus pais nunca tiveram nada e eu era mais feliz do qualquer miúdo cujos pais tivessem muito dinheiro. Sei o que é partilhar, sei o que é partir uma sardinha para três, sei o que é ser amigo. Eu fui educado a saber o que é a felicidade e a partilhar com os outros. A minha felicidade é a minha atividade profissional, a minha família, os meus amigos e é aquilo que eu tenho e nunca esperei ter. Fui habituado a contar tostões, hoje não preciso", referiu o treinador do Al Hilal.

Jesus repetiu a ambição de voltar a Portugal.  "Aos 60 e poucos anos, quero desfrutar desta possibilidade, de estar em Portugal em levar com aquela pressão toda, os adeptos contra e a favor, o sol, a comida, ter os meus amigos. Há quem diga que o português é muito saudosista e eu sou um exemplo disso. Estive 3 anos no Sporting e nunca tive um adepto do Benfica que me tratasse mal, exceto um, numa bomba de gasolina, que me chamou traidor. Eu perguntei 'mudei de clube, sou traidor porquê?'. Ele percebeu, a mulher dele saiu do carro, esteve a falar comigo, deu-me um beijinho. Nunca tive problemas com os adeptos do Benfica. No Sporting pedem para tirar fotografias. É um situação normal. Saí de um rival para o outro e se calhar há muitos adeptos que ainda acham que não fiz bem. São coisas que eles não percebem mas irão perceber", adiantou.

Jesus estipulou objetivos. "Sou um treinador que fui a duas finais da Liga Europa, à 3.ª gostava de ganhar. Em termos de clube, tomei opção de vir para a Arábia Saudita, onde a paixão pelo futebol é muito grande, mas na Europa ninguém sabe. As equipas nem sabem que estou na Arábia Saudita, acham que já deixei de treinar e isso tirou-me prestígio. Saí do Benfica e era considerado, estava no top 10, em 5, 6º lugares. Agora nem nos 50 devo estar. Isso tirou-me essa ambição. Não estou a ver uma equipa europeia a querer contratar-me sabendo a realidade da tributação da Europa. Aquilo que ganho, eles têm de pagar o dobro. Não vejo uma equipa a pagar o dobro do que eu ganho aqui. E ir para a Europa e perdendo milhões, não vou. Só perco milhões se for para o meu país", explicou.

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