José Pedro lidera Timor-Leste em cenário desafiante: «Há muito para estruturar e organizar»

Selecionador conta que as condições de trabalho estão longe do ideal competitivo internacional

José Pedro, selecionador de Timor-Leste
José Pedro, selecionador de Timor-Leste
José Pedro, selecionador de Timor-Leste
José Pedro, selecionador de Timor-Leste
José Pedro, selecionador de Timor-Leste
José Pedro, selecionador de Timor-Leste

José Pedro assumiu o comando técnico da seleção de Timor-Leste no final de agosto do último ano, abraçando um desafio exigente num contexto estrutural particularmente sensível. Atualmente, a equipa encontra-se a disputar a qualificação para a AFC Asian Cup 2027, enfrentando uma realidade competitiva distinta daquela que o treinador encontrou ao longo da sua carreira.

Num país onde não existe campeonato nacional em curso e onde a estrutura organizativa ainda se encontra em fase de consolidação, o trabalho da equipa técnica tem sido desenvolvido praticamente do zero: “Estamos numa fase de análise, está a decorrer um formato de taça da liga de Timor e estamos a conhecer as equipas e a avaliar os jogadores”, começou por explicar o técnico português, em declarações à sua assessoria de imprensa, MDA Now.

A ausência de um campeonato regular, aliada a uma estrutura ainda pouco profissionalizada, torna o trabalho diário mais complexo, limitando o ritmo de evolução e a estabilidade competitiva da equipa. “É uma experiência um pouco diferente, diferente também da impressão que tinha. Sinto que há muito trabalho para desenvolver. O que mais me surpreendeu foi mesmo o facto de não haver campeonato a decorrer”, apontou. 

Ainda assim, o técnico de 47 anos mantém o foco no crescimento sustentado. “Enquadrado com as condições e realidade do futebol timorense atual, procuramos, no curto e médio prazo, fazer o melhor possível para o crescimento geral do futebol em Timor-Leste.”

Apesar das dificuldades, a ambição mantém-se clara: trabalhar, desenvolver e competir. O futebol continua a ser o seu espaço natural, apontando um possível regresso a Portugal: “No futebol é difícil falar em prazos, mas a minha vontade e ambição passa pelo treino/jogo. Nesse sentido, naturalmente, Portugal é sempre uma realidade onde gostaria de voltar a trabalhar”, atirou. 

O próximo duelo está agendado para dia 30 de março, com uma deslocação ao terreno das Maldivas, que ainda não somou qualquer ponto. Timor-Leste soma 3 pontos e ocupa a terceira posição no Grupo A.

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