Justiça norte-americana revela subornos russos e qataris para organizar Mundial

Cinco elementos com ligações à FIFA acusados e dois deles já faleceram

• Foto: Reuters

As escolhas da Rússia e do Qatar para a organização dos Mundiais de futebol em 2018 e 2022, respetivamente, estiveram desde sempre envoltas em polémica e a Justiça norte-americana vem agora materializar as suspeitas.

Na segunda-feira, cinco elementos com ligações à FIFA foram formalmente acusados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos de terem recebido subornos de membros e entidades ligadas às duas candidaturas, de forma a atibuírem os seus votos no ano de 2010, quando Rússia e Qatar foram foram escolhidos como anfitriões da mais importante prova de seleções do planeta.

A informação é avançada pelo 'The New York Times', que explica que estas acusações surgem no seguimento de investigações em anteriores processos de corrupção na FIFA que resultaram, entre outras, na condenação do suíço Joseph Blatter, antigo presidente do organismo.

Recorde-se que na votação para o Mundial de 2018 a Rússia superou, na fase final do processo, a candidatura conjunta de Portugal e Espanha e uma outra apresentada por Bélgica e Holanda. 

Segundo o jornal norte-americano, os subornos terão partido de três executivos de empresas de media e uma empresa de marketing desportivo, que estão também acusados de fraude informática, lavagem de dinheiro e suborno para garantir os direitos de televisão e marketing nos dois torneios internacionais de futebol.

De acordo com a acusação, três sul-americanos foram subornados para votarem no Qatar e dois deles já faleceram: o argentino Julio Grondona (que foi vice-presidente executivo e presidente financeiro da FIFA) e  e o paraguaio Nicolás Leoz, que presidiu à CONMEBOL entre 1986 e 2013. O outro é o brasileiro Ricardo Teixeira, que liderou a Confederação Brasileira de Futebol entre 1989 e 2012.

Quanto à candidatura que premiou a Rùssia, o trinitino-tobaguense Jack Warner (presidente da CONCACAF entre 1990 e 2011) e o guatemalense Rafael Salguero (membro do Comitê Executivo da FIFA desde 2006) terão recebido, segundo a acusação, cerca de cinco e um milhão de dólares, respetivamente. 

Por André Antunes Pereira
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Internacional

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.

0