Ligas Europeias tomam posição: «FIFA não pode continuar a tomar decisões unilaterais e disruptivas...»
Associação mostra-se contrário ao projeto de privatização e à expansão do Mundial para 64 equipas
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A Associação de Ligas Europeias de futebol (EPL) destacou esta 4.ª feira, como único resultado lógico, o recuo da FIFA em relação à entrada de privados, mas avisou que o organismo continua com práticas pouco claras.
"Não podemos ignorar que na quinta-feira, 30 de julho, no meio do alvoroço em torno da FFE [FIFA Forward Enterprise], a FIFA partilhou com as suas federações membro um relatório de pesquisa, na esperança de avançar com a expansão do Mundial2030 a 64 equipas", refere em comunicado a EPL.
A associação lamenta que, tal como o abortado projeto da FFE, esta nova proposta do organismo do futebol mundial, liderado por Gianni Infantino, envolva uma avaliação de duração curta e impraticável, de apenas quatro semanas, sem consultar as ligas, clubes e jogadores.
"Para que fique claro: a FIFA não pode continuar a tomar decisões unilaterais e disruptivas que contrariem as ligas, os clubes, os jogadores e os adeptos, cujos esforços e investimentos contínuos impulsionam o valor das competições internacionais de futebol", refere o organismo europeu.
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A EPL distancia-se de Gianni Infantino, à semelhança de outros agentes do futebol, e pede mudanças na liderança da instância máxima do futebol.
"Agora, mais do que nunca, a FIFA precisa de uma reforma na governação que garanta que todas as partes interessadas relevantes têm um papel formal nas decisões que moldam o futuro do nosso desporto", justifica.
A associação diz ainda os acontecimentos mais recentes realçam os problemas sistémicos que levaram, em 2024, a EPL a apresentar uma queixa formal à Comissão Europeia sobre o conflito de interesses da FIFA.
"Até que haja uma reforma, que inclua legalmente todas as partes membro relevantes, as Ligas Europeias irão rejeitar a expansão ou criação de competições da FIFA", adianta a EPL.
Na sexta-feira, depois de enorme contestação das Confederações, entre as quais a UEFA, de inúmeros agentes do futebol e mesmo da política, a FIFA abandonou o projeto do FFE, que tinha sido apresentado poucos dias antes.
O plano previa a criação da FIFA Forward Enterprise, uma subsidiária destinada a gerir os ativos comerciais e eventos da FIFA, incluindo o Campeonato do Mundo, com a venda de 20% do capital a investidores privados.