Mamaev e Kokorin conhecem agruras da prisão russa: um banho por semana e 1 hora no pátio

Jogadores do Krasnodar e do Zenit estão em prisão preventiva após se envolverem em cena de pancadaria

• Foto: Reuters

Pavel Mamaev, médio do Krasnodar, e Alexander Kokorin, avançado do Zenit, estão a conhecer as agruras das mais duras prisões russas. Os dois jogadores envolveram-se numa cena de pancadaria na semana passada e o juiz que tomou conta do caso não foi de modas - decretou a prisão preventiva.

Foram enviados para a prisão de Butirka, no norte de Moscovo, que é conhecida por ser uma das mais duras do país. Construída no século 18, recebeu ao longo dos anos inimigos do governo, dissidentes e foi até palco de execuções.

Mamaev e Kokorin vão ficar detidos pelo menos até ao dia 8 de dezembro e incorrem numa pena até 7 anos de prisão por agressão e vandalismo. Estão isolados, com direito a um banho por semana e 1 hora no pátio.

Os advogados, que já recorreram da prisão preventiva, vão solicitar a utilização do ginásio, de modo a que os dois jogadores possam manter a forma. Nesse caso passariam a ter direito a um banho diário, mas para tal teriam de pagar 50 euros por dia. O que não deve constituir um problema, dado o elevado salário que qualquer deles aufere nos respetivos clubes...

Nos primeiros 10 dias Mamaev e Kokorin vão ficar isolados e serão submetidos a exames médicos e psicológicos. Depois vão dividir uma cela com capacidade para 10 pessoas.

O secretário dos direitos dos presos de Moscovo, Iván Mélnikov, contou que até agora os dois jogadores reclamaram apenas do barulho da prisão, pois não conseguiram dormir as primeiras noites.

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