Maniche apresentado como jogador do Chelsea

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Maniche foi hoje apresentado como reforço do Chelsea. Em Londres, o médio português mostrou-se satisfeito com o acordo alcançado com o campeão inglês e explicou ainda que aceitou jogar no Dínamo de Moscovo para “retribuir” ao FC Porto a projecção da sua carreira.

Na primeira conferência de imprensa com a camisola número sete dos "blues", Maniche não escondeu que a vida na Rússia "foi uma experiência para esquecer" e explicou que a saída de Portugal visou compensar o FC Porto de tudo o que o clube fez por ele.

"A decisão não foi só minha, claro, porque às vezes também temos de satisfazer os interesses do clube. Obviamente que ninguém me apontou uma pistola à cabeça, mas tinha de retribuir o que o FC Porto me tinha dado", indicou.

Apesar de só ter sido emprestado pelo Dínamo de Moscovo por seis meses, o médio manifestou esperança de "ganhar a confiança dos responsáveis do clube para permanecer" em Londres após o final da época, realçando que, por agora, quer ser campeão em Inglaterra e dar "um passo de cada vez".

O médio, que vai voltar a trabalhar com Mourinho, disse admirar o técnico português "pelo seu trabalho, competência e inteligência", mas também por deixar os jogadores "desenvolverem-se à sua maneira".

De resto, o novo reforço dos campeões ingleses manifestou satisfação por "poder voltar a ter novamente prazer e alegria a jogar futebol".

José Mourinho: «Jogador ao nível do Chelsea»

Quanto a José Mourinho, retribuiu os elogios e garantiu que vê em Maniche "um grande jogador, com um currículo que fala por si, que nada tem a provar".

"É um jogador ao nível do Chelsea", sublinhou José Mourinho, que pode utilizar Maniche nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, frente ao FC Barcelona, porque o jogador português ainda não foi utilizado nas competições europeias desta temporada.

Sobre as dificuldades de adaptação do jogador ao Dínamo de Moscovo, Mourinho considerou que a situação "é fácil de entender", porque, explicou, "às vezes uma pessoa pensa que o dinheiro é tudo, mas não é bem assim".

"Com a família e os filhos a milhares de quilómetros de distância e a jogar na liga russa, é normal que um jogador como este não tivesse grande motivação", concluiu.

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