Ministério Público cabo-verdiano arquiva processo relativo à gestão da FCF

Em causa estava o desaparecimento de equipamentos da seleção cabo-verdiana no período de gestão de Mário Semedo

• Foto: Filipa Couto/Record 

O Ministério Público cabo-verdiano arquivou o processo relacionado com a gestão da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), em que se investigava o alegado desaparecimento de equipamentos desportivos, segundo informação disponível no site da Procuradoria-Geral da República.

"Realizadas todas as diligências que se revelaram úteis à descoberta da verdade material dos factos sob investigação, o Ministério Público, através do Departamento Central de Ação Penal, determinou o arquivamento da instrução cujos autos foram registados na sequência da denúncia pública de factos relacionados com atos de gestão da Federação Cabo-verdiana Futebol, vinda ao público em agosto de 2017", informou o Ministério Público.

O MP estava a investigar suspeitas dos crimes de abuso de confiança e associação criminosa na Federação Cabo-Verdiana de Futebol, após denúncias feitas pelo então presidente de uma Comissão de Gestão da FCF, Mário Avelino. Na altura, Mário Avelino, que era também candidato às eleições, revelou que a Polícia Judiciária (PJ) estava a investigar suspeitas de corrupção na federação, nos mandatos de Mário Semedo e de Vítor Osório.

O dirigente indicou que se tratava de um relatório do primeiro ano de mandato de Vítor Osório como presidente da FCF, em que constava o desaparecimento de equipamentos no período de gestão de Mário Semedo. O Ministério Público informou que, das diligências realizadas durante a investigação, "ficou esclarecido o destino dado aos equipamentos desportivos" e que os demais factos não integram qualquer ilícito criminal tipificado e punível nos termos do ordenamento jurídico cabo-verdiano.

A Procuradoria entendeu que poderiam existir "factos suscetíveis de eventual responsabilidade contraordenacional", mas estariam prescritos, tendo em conta a data da ocorrência da mesma - março de 2015. "O Ministério Público decidiu não remeter cópia dos autos à autoridade competente em matéria contraordenacional, por inutilidade", terminou o comunicado.

Na altura, Mário Semedo, que viria a vencer as eleições e regressou à liderança da FCF, desmentiu o desaparecimento dos equipamentos da seleção. Mário Avelino dirigiu a FCF após a destituição, em agosto de 2017, da então direção liderada por Vítor Osório, por causa da polémica em torno do campeonato nacional.

Por Lusa
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