Mulher que acusa Ernesto Farías de agressão conta tudo: do pagamento às ameaças de morte
Reunião em casa do ex-jogador argentino do FC Porto correu mal
A mulher que diz ter sido agredida por Ernesto Farías (também conhecido por 'Tecla') falou publicamente sobre o assunto. Ela integrou uma reunião social em casa do antigo jogador argentino do FC Porto, que agora trabalha nos escalões de formação do River Plate, mas as coisas correram mal. A polícia esteve no local, levou-os todos para a esquadra e o ex-avançado argentino ainda vai ter de responder a um processo por ter violado a quarentena.
"Conheci-o através de uma amiga. El Tecla convidou duas raparigas para jantar, para estar com eles, tomar algo e passar a noite. Fui com uma conhecida, chegámos por volta das 22h30, comemos e eles começaram a beber álcool. Estava tudo bem, estávamos a ouvir música", começou por contar Nadia a um canal de televisão argentino.
"Amanheceu e eu queria ir embora. Disse-lhe para me pagar, ele pagou, mas faltava dinheiro relativamente ao que tinha sido acordado. Reclamei e ele disse que queria estar comigo de novo. Disse-lhe que me pagasse o que tinha sido acordado. Nessa altura tinha o telemóvel na mão e fiz um vídeo do momento em que lhe pedia o dinheiro. Mas um amigo dele agarrou-me por trás, éramos quatro, fizeram-me cair e agarraram-me os braços. Disseram-me que não me deixavam sair até que lhes desse a senha de acesso ao telemóvel. O 'Tecla' ameaçou-me de morte, disse que se não lhe desse a senha que me matava", acrescentou.
O depoimento de Nadia continuou: "Dizia que para ele era fácil, eu não passava de um objeto e que ele podia desfazer-se de mim. Ameaçou-me de morte constantemente. O outro homem contorcia-me os braços para trás. Às tentas ele partiu um copo e ameaçou-me com um vidro. Tenho cortes porque me defendi. Isto aconteceu tudo dentro do seu apartamento."
A mulher conta que não a deixaram sair porque queriam o vídeo que tinha feito com o telemóvel. "Ele agarrou-me pelo pescoço e disse que ia matar-me. Chegaram depois dois amigos, que lhe diziam que parasse porque ia matar-me. Eram quatro, queriam a senha do meu telemóvel, eu só lhes pedia que me deixassem ir embora. Tinha sangue nas mãos, disseram-me que as lavasse para que as câmaras de vigilância não me vissem assim. Dei-lhe a senha do telemóvel porque pensei que ele ia matar-me."
A mulher, de 23 anos, não tem dúvidas que "Farías é uma pessoa muito violenta". "Tentou matar-me, quem o travou foram os amigos dele. Fez-me cortes com um copo de vinho partido. Gravei uma parte da discussão onde pedia parte do dinheiro que faltava, bem como o dinheiro para o Uber."
Nadia foi ao apartamento de Farías com uma conhecida, que agora não consegue contactar. "Fui com a Michelle, ela não é minha amiga, está a favor deles. Seguramente que lhe deram dinheiro, devem ter-lhe dito 'dou-te um milhão de pesos'. Não consigo falar com ela porque ela bloquou-me. Na câmara do edifício dá para ver quando saí, a chorar, em choque."