«Não queria ser o coitadinho»: o duro relato de Vialli na luta contra o cancro

Antigo internacional italiano em entrevista ao 'The Guardian'

• Foto: Getty Images

Gianluca Vialli, antigo internacional italiano que representou Sampdora, Juventus e Chelsea recuperou recentemente de um cancro no pâncreas e numa extensa e emotiva entrevista ao 'The Guardian' abre o coração sobre a forma como lidou com a doença e os 17 meses de tratamentos de quimioterapia. 

"Sempre fui visto como um durão, um homem forte e com muita determinação. Não estar nessa posição deixou-me desconfortável. Não queria ser visto como o coitadinho que tem uma doença e por isso não espalhei a notícia durante 12 meses", revela o antigo avançado após chorar logo no início da conversa por Skype com o jornalista do jornal britânico.

O também antigo treinador de Chelsea e Watford assume que chegou "a usar uma camisola por baixo da t-shirt para esconder a perda de peso" mas que agora tudo é diferente. "São sentimentos naturais e que ficam durante algum tempo, mas quando começas a olhar as coisas de forma diferente a vida muda e gora mostro as minhas cicatrizes com orgulho, pois são um sinal daquilo que passei", esclarece Vialli, que reside em Londres e continua ligado ao Chelsea.

Chorar sem vergonha

"Não era bom a mostrar as minhas emoções e guardava as coisas para mim. Isso não é bom. Agora sempre que quero chorar, choro. Não tenho vergonha. E se quero rir, rio. Mas tento não chorar perante pessoas que podem emocionar-se facilmente e tento fazê-lo sozinho. Quando me sinto à vontade não tenho problemas em fazê-lo. Ainda agora acabei de o fazer e sinto-me melhor."

Lidar com o a doença

"Descobri que o cancro do pâncreas é um dos piores. Então fiquei chocado, confuso, impotente e sem esperança. Mas ter sido atleta ajudou-me muito. Estava habituado a lesionar-me e, com o cancro, eu podia dizer 'Operação? Quando? Estou dispensado? Quando? Vou começar quimioterapia? Quanto tempo?'. Para mim tudo se resumiu a definir objetivos."

Esperança


"Neste momento não tenho nenhuma evidência de doença. Mas sei que vai levar algum tempo até tudo ficar resolvido, porque infelizmente estas coisas tendem a voltar, como aconteceu comigo. Mas neste bomento estou num bom lugar [Londres] e espero continuar assim até morrer de velhice."

Por André Antunes Pereira
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